Publicado por: daniellainacio em: 15 agosto, 2011
Esse eh um assunto que sempre me intrigou e hoje vou compartilhar com voces: por que algumas pessoas mudam tanto a personalidade quando estao perto de outras? O simples fato de alguem entrar no mesmo estabelecimento ja eh o bastante para a pessoa alterar o tom de voz, ficar meiga e fingir um interesse que nunca teve. E quanto mais odeio, mais convivo com pessoas assim. Isso eh muito comum em ambientes de trabalho, quando se esta perto e longe do namorado e quando se esta dentro ou fora de casa.
Existem pessoas que no ambiente de trabalho sao de um jeito e, basta o chefe chegar, que mudam completamente: o tratam com a voz mais doce que ela ja ouviu, ri de todas as suas piadas e comenta todos os seus assuntos. O engracado eh que esse interesse nao eh igual com os demais colegas: para os simples mortais apenas um oi, muito mal dado, basta. E isso faz com que apenas uma pessoa da empresa goste desse tipo de funcionario: o chefe, que eh quem nao o conhece de verdade. Isso causa a antipatia dos demais colegas, que nao demonstram essa antipatia para “nao se queimarem” com o Big Boss.
Outro caso bastante comum eh daquelas pessoas expansivas, que brincam com todo mundo, que abracam todo mundo, mas que quando estao perto de seus namorados (as), noivos (as), maridos ou esposas mudam completamente o seu jeito e viram a pessoa mais seria da face da Terra. E, com isso, ninguem vai conhecer de verdade essa pessoa, ninguem vai saber exatamente se ela eh a versao expansiva ou a versao seria.
E tem aqueles que tratam super bem as pessoas na rua e quando chegam em casa sou verdadeiras “topeiras”. Essas pessoas sao super amigas, super prestativas com os colegas, mas dentro de casa nao faz simplesmente nada, alem de tratar todos com sua grosseria extrema. E, quando as pessoas na rua o elogiam, causa mais antipatia ainda na familia, que nao desfruta desse mesmo companheirismo e alegria que as pessoas de fora.
O que eu tiro de tudo isso? Bom, a pessoa que muda de personalidade perto de seus superiores nao passa de um puxa-saco, que tenta subir na vida as custas de seu tratamento diferenciado com o chefe e que, em algum momento, vai encontrar um chefe anti puxa-saco e sera demitido, se nao for do tipo de funcionario com estabilidade. As que mudam perto de seus companheiros correm um grande perigo porque uma hora a mascara cai e, nem sempre, o companheiro pode aceitar isso numa boa, comprometendo seu relacionamento. Ja as que mudam de comportamento junto aos familiares, eh um verdadeiro cretino, pois eh dentro de casa que temos que ser as melhores pessoas do mundo, porque eh dentro de casa que temos o amor incondicional dos nossos entes queridos e eh com eles que vamos contar nos momentos dificeis.
Bom, eh isso, desculpem o desabafo.
Publicado por: daniellainacio em: 23 dezembro, 2010
Nasci e fui criada em Conselheiro Lafaiete, interior de Minas Gerais. Cidadezinha pacata, excelente para crianças e idosos. Os pais tinham tranquilidade para levar seus filhos nos parquinhos e os idosos tinham tranquilidade para jogar seus jogos de damas e xadrez na praça. O tempo foi passando e com 18 anos me mudei. Voltei pra Lafaiete em 2006 e a cidade já não era mais a mesma, ela já estava começando a piorar (com a chegada do crack), mas a situação ainda era suportável.
Nesse último ano a situação ficou insuportável. O trânsito caótico, a criminalidade aumentou, as pessoas não tem espaço para andar na rua… E tudo isso graças à falta de planejamento para receber os trabalhadores das expansões das empresas mineradoras e siderúrgicas da região. Isso mesmo, da região porque aqui, em Lafaiete, não tem empresas desse ramo. As empresas se localizam nas cidades vizinhas (Congonhas, Ouro Branco, Jeceaba…), mas quem acaba sofrendo com isso é Lafaiete, que é a maior entre essas cidades e que, segundo pensam as pessoas que vem de fora, tem melhores condições para receber os trabalhadores.
Não sou contra a expansão, pois ela gera novos empregos e aumenta o ganho dos rendimentos da cidade. Mas sou contra esse crescimento desembestado pelo qual nossa cidade passa. Se alguém tentar sair de carro no horário de 18 às 20h, não consegue, pois o engarrafamento toma conta de TODA a cidade. Não existe um Engenheiro de Trânsito em nossa cidade para tentar resolver esse tipo de problema.
Outro problema é em relação à moradia: os preços de imóveis e aluguéis cresceram de tal forma que não vejo a mínima possibilidade de adquirir uma casa própria com meu salário atual (e olha que meu salário não é dos piores…). Além disso tem o crescimento de prédios de maneira desorganizada e sem planejamento: fica parecendo um monte de puleiro um em cima do outro e qualquer um se acha no direito de dizer que é construtor. Depois que os prédios começarem a desabar, não vão dizer que não avisei.
E sem contar a criminalidade: além dos pequenos roubos em função do crack (quando digo pequenos é porque os moleques roubam celulares, bolsas etc., mas geralmente sem violência física), agora temos que conviver com grandes assaltos a residências, sequestros relâmpagos, sequestros em troca de resgate e estupros. Não entendo o porque desse último, pois mulher fácil é o que mais tem por essas bandas e “casas de shows” hoje em dia está presente quase que em cada quarteirão. Mas os “trabalhadores” que vem de longe não estão nem aí, quando querem uma garota, a pegam.
Nem todas as pessoas convivem com esses problemas que listei anteriormente, mas tem um problema que qualquer cidadão convive: o lixo. A cidade virou um lixão a céu aberto. Todos os dias quando vou trabalhar (saio de casa umas 6:40h e em cinco minutos estou no prédio onde trabalho) a cidade ainda está dormindo (pelo menos a maioria das pessoas pegam serviço às 8:30h) a cidade já está imunda: cocô de cachorros e de humanos nos passeios, lixo das residências que não foram recolhidos, lixos espalhados pelos cachorros, vomitados (esses dias os vomitados nas ruas aumentaram de forma significativa) etc. O cheiro de tudo isso é insuportável. E mesmo com os garis limpando a cidade permanece suja. Depois de tudo isso, as pessoas ainda me perguntam porque eu chego pra trabalhar todo dia com mau humor…
Espero, de verdade, que Lafaiete consiga um Administrador que resolva esses problemas ao invés de olhar pro próprio umbigo. Espero que os cidadãos lafaietenses se conscientizem e comecem a melhorar a cidade por conta própria, fazendo cada um a sua parte. E espero que Lafaiete volte a ser a cidade tranquila onde fui criada…
Publicado por: daniellainacio em: 4 agosto, 2010
Adoro musica e sou muito ecletica, pois curto de tudo um pouco (com excecoes, claro, pois ninguem merece funk, rap e alguns sertanojos que existem por ai) e a musica tem um efeito relaxante sobre mim, mas tambem pode me deixar bem agitada dependendo da situacao e da musica.
Quando Maria Gadu comecou a cantar gostei de cara do timbre da garota. A voz dela eh espetacular, parece que qualquer musica que ela canta fica bonita. Ate musica (?) de Kelly Key ela conseguiu transformar em musica realmente.
A musica A Historia de Lilly Braun sempre me chamou atencao. Achava a letra muito interessante, tambem uma musica composta por Chico Buarque e Edu Lobo tinha que ser interessante (obvio!), e a entendia da minha maneira: a achava triste, mas real. Um dia, ao me dar carona em Belzonte, minha grande amiga Priscila me chamou atencao tambem para essa musica e me disse assim: “Olha, amiga, que musica triste, bonitinha, mas triste”. E comecei a prestar mais atencao a letra, tentando interpretar e tentando descobrir, enfim, quem eh essa tal Lilly Braun.
E nessa curiosidade de saber quem eh Lilly (olha a intimidade, ja ate aboli o segundo nome rsrs) achei um post muito interessante no blog de Veri Prado (http://embalagemeconteudo.blogspot.com/2009/12/historia-de-lily-braun.html) e que aqui transcrevo na integra.
A Historia de Lily Braun
Ela era fã de romances. Lia livros e via filmes que falavam de amor e ficava imaginando como seria se ela fosse a personagem principal. Imaginava o homem dos seus sonhos, como ele seria e como seria sua aproximação. Lily era daquelas mocinhas de filme, gostava de histórias com final feliz e possuía uma imaginação tão louca quanto fértil. Freqüentadora assídua de um bar próximo de onde morava, Lily era conhecida lá por ser discreta e sempre tomar a mesma bebida, na mesma mesa toda a semana. O bar era uma danceteria discreta, música ambiente, bar man e sempre frequentado pelas mesmas pessoas. Ela nunca se interessara pelos caras que ali bebiam e conversavam. Achava que eles nunca lhe dariam o romance que ela tanto almejava. Queria algo arrebatador, diferente. Algo que lhe tirasse da mesmice e lhe levasse para dentro de seus livros e filmes de romance, mas desta vez de verdade, não só na imaginação.
Uma certa noite chovia muito e Lily entrou no Dancing e pediu o de sempre ao garçom. Ele lhe trouxe o martini com três azeitonas. Lily gostava do gosto que as azeitonas deixavam no final da sua bebida. E depois ela as comia devagar, saboreando o martini ali impregnado. Naquela noite, ela pouco se interessou em observar as pessoas que estavam no Dancing. Estava concentrada no novo livro de romance que comprara antes de entrar ali. Quando enfim terminou o primeiro capítulo do livro, viu que o martini tb tinha se acabado e com ele as azeitonas. Chegou a pensar que o livro estava tão interessante, que nem percebeu quando as tinha comido. Lily precisava ir pra casa, estava a muito tempo ali sentada sem perceber. Ainda bem que morava bem próximo ao Dancing. Alguns passos e estaria em casa.
Quando fechou o livro e levantou a cabeça para pedir a conta ao garçom, seus olhos lhe levaram para a porta por onde está entrando, naquele instante, um homem bem apressado. Parece estar querendo se proteger da chuva. “Coitado!” Ela pensou. Mas seu pensamento não passou disso. Afinal, era apenas mais um freqüentador novo no Dancing. E neste momento ele a avistou. E foi como se os olhos dele tivesse lhe dado um close. Assim como acontecem nos cinemas. Ele ficou parado por um tempo contemplando Lily. Parecia comê-la com os olhos. O que a deixou muito sem jeito e talvez com um pouco de medo. Mas ela sorriu timidamente a ele. E logo se imaginou fazendo poses para os olhos daquele homem desconhecido que a olhava como se a tivesse fotografando para não esquecer do seu rosto. Pensou que talvez fosse bom retribuir a ele os olhares, afinal ele era muito bonito, pelo menos assim de longe. E foi então, quando pensou nisso, que ela lhe sorriu dessa vez com tamanha felicidade. Pois tinha algo dizendo a Lily que era para ela agir dessa forma. Parecia que os olhos daquele homem a tinham hipnotizado.
Ele veio em sua direção, para Lily não havia mais ninguém no Dancing, apenas ela e aquele homem misterioso. Quando ele se aproximou, ela conseguiu ver direito o seu rosto. Tinha as sobrancelhas grossas e bem desenhadas, um rosto quadrado e lábios médios. O queixo era bem pronunciado. Não possuía barba e nem bigode e os cabelos eram negros e ainda tinha um pouco de costeleta. Parecia aquele personagem do filme que ela tinha visto semana passada. Pensou ser imaginação. Talvez devesse parar de ler e de ver tantos romances. Mas a sua imaginação acabara de lhe oferecer um drinque. Ela disse que sim apenas com a cabeça. Ele puxou a cadeira ainda olhando em seus olhos, quando o garçom se aproximou. E sem tirar os olhos dela ele pediu: “Traga para essa moça o mesmo que estava bebendo e um scotch para mim!” Lily se sentiu confusa. Pensou em ir embora, mas antes mesmo que ela juntasse suas coisas ele falou novamente: “O que um anjo azul faz aqui neste lugar?!” Anjo azul?! Que brega! Mas assim era Lily, brega como seus romances. E nesse instante sua visão ficou flou. Depois deste dia, vários martinis com três azeitonas Lily tomou com aquele homem que deveria ter vindo do romance mais meloso que ela já tinha lido ou visto. Ás vezes era presenteada com uma rosa azul e um poema feito especialmente para ela. Lily estava aproveitando cada momento daqueles encontros no Dancing, que passaram a ser rotineiros e vivia como as personagens mais amadas da face da ficção. Mas o seu romance, de fictício não tinha nada.. Todos os dias quando chegava em casa, e escutava o blues que estava tocando no Dancing quando se conheceram, ficava pensando no olhar, nas palavras em tudo o mais que aquele homem lhe proporcionava, ela se comparava a uma gema sem clara, completamente desmilinguida. Era assim que ela pensava estar. Numa certa noite ele abusou um pouco do tal scotch e entre tantas palavras de amor ele lhe disse que o corpo dela seria só dele aquela noite. “Oh…por favor!” Ela disse. O achou atrevido e ela não seria dessas. Afinal ela era a mocinha e não a moça malvada que quer separar o casal, pensava ela. Mas não era isso o que Lily queria dizer. Queria mesmo ter seu corpo envolto ao dele. Mesmo assim, ela colocou seu xale em volta do busto para esconder o decote da chuva ou de quem quer que seja e se foi. Cheia de vergonha, com o rosto vermelho e quente.
Lily continuou freqüentando o Dancing, mas já não queria encontrar aquele homem. Achava que ele tivesse desistido dela por ela se negar a ir pra cama com ele. Chegou a se arrepender de dizer não, mas Lily era muito tímida e contida em seus sentimentos carnais. Ela queria sim se entregar ao homem da sua vida. Mas achava que ele tinha sido muito canalha ao lhe proferir aquelas palavras. “Meu corpo só dele?! Não sou uma mercadoria!” chegou a pensar cheia de raiva sentada na mesma mesa, tomando seu Martini. Mesmo não querendo encontrá-lo, Lily não parava de olhar para a porta do Dancing. Queria que estivesse chovendo como da primeira vez. E achou que ele nunca mais voltaria ali. Lily tentou se ater ao seu novo romance e quando percebeu que folheava as páginas do livro sem prestar atenção no que estava escrito ali, decidiu ir embora. Juntou seu casaco e bolsa e caminhou até a porta. Quando a abriu, eis que surge em sua frente aquele homem. Tinha ele em suas mãos um buquê de rosas azuis e dez poemas feitos especialmente para ela. Tinha juntado por todos esses dias que não haviam se encontrado. Mas Lily ficou irredutível, apesar de querer abraçar seu grande amor, não pegou as flores ou os poemas, Lhe disse adeus e saiu caminhando. Ele foi atrás dela e gritava seu nome lhe pedindo para esperar. Lily parou e ele em sua frente disse que lhe amava e que a queria como esposa e não como mercadoria. O coração de Lily disparou, era tudo o que ela queria ouvir desde que se conhecia por gente. Ela mal conseguia acreditar quando ele a beijou no altar da Igreja da cidade onde nascera.
Publicado por: daniellainacio em: 20 julho, 2010
Estou abismada com o descaso com o Cemitério Nossa Senhora da Conceição. Ontem fui com minha mãe pagar a anuidade do cemitério e fiquei horrorizada com o descaso: sujeira pra todos os lados, pedaços de caixão perdidos no chão, obras que não respeitam os limites de cada sepultura. Dando o exemplo do túmulo dos meus dois avôs: construiram sepulturas ao redor que impossibilitam a entrada de um novo caixão nas sepulturas que pertencem à minha família.
Quando questionamos à pessoa responsável sobre essas irregularidades ela simplesmente respondeu que realmente ela fica chateada com o descaso e que isso deveria ter sido olhado. Eis minha dúvida: quem deveria ter olhado?
Diante disso, fomos até o Edifício Imaculada e conversamos com a Ingrid, responsável por receber a anuidade do cemitério. Nunca fui tão maltratada em toda a minha vida: pessoa mal educada, que atende com o maior desdém, como se nós estivessemos lá pedindo alguma coisa de graça (e mesmo se estivéssemos pedindo, merecíamos o mínimo de respeito no atendimento). Estávamos pagando e ela nos tratou com muita falta de educação. Quando contamos a ela a situação em que encontramos o cemitério, ela simplesmente nos ignorou e começou a conversar com outra secretária da Casa Paroquial e começaram a trocar dinheiro, simplesmente ignorando tudo o que minha mãe estava falando. Nos chateamos e levantamos da cadeira, porém, ela nos chamou novamente e despejou mais uma dose de falta de educação dizendo que existe uma pessoa responsável pela administração do cemitério e que tal pessoa recebe muito bem para desempenhar o serviço.
Pois bem, eis a pergunta que não quer calar: quem é essa pessoa? Recebe bem graças aos pagamentos das anuidades das pessoas. E essa Ingrid também deve receber muito bem para desempenhar o seu trabalho. Deveria, ao menos, tratar as pessoas com educação.
Muito se questiona hoje sobre a perda de fiéis da Igreja Católica para outras religiões. Sinceramente, o tratamento que recebemos ontem na Casa Paroquial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição já é motivo suficiente para uma pessoa mudar de religião e procurar uma onde ela é bem atendida. O Padre responsável pela Paróquia não pode ficar omisso a situações como essas. Ele, como “representante de Deus na Terra” deveria zelar pelo bom atendimento aos seus fiéis, deveria zelar para que todos fossem tratados com respeito, afinal, o amor ao próximo é um dos Mandamentos do Senhor. Ou eu estou enganada?
Nessas horas até sinto orgulho em dizer que não sou católica. Infelizmente dependo da igreja católica se eu quiser ter um sepultamento digno, pois este cemitério é o único acessível por aqui.
Publicado por: daniellainacio em: 20 maio, 2010
Nasci no interior de MG e morei em minha cidade natal ate meus 18 anos. Depois, mudei para Ouro Preto, tambem interior de MG e fiquei por la por 5 anos. De la, fui pra Vicosa, tambem interiorzao de MG, e fiquei mais 1 ano e meio por la. Depois, voltei pra minha terra natal, onde estou ha quase 4 anos.
Sempre quis morar no interior. Nao gosto da correria da cidade grande, do barulho, da poluicao, da violencia… Mas todos esses problemas tem migrado para as cidades pequenas e em minha cidade isso nao eh diferente. A violencia cresce a cada dia desde que o crack invadiu nossas ruas. A poluicao cresce com o aumento do numero de carros nas ruas. E o lixo… o lixo so aumenta e eh cada vez mais comum nos depararmos com ruas sujas e mal cheirosas.
Como em toda cidade do interior, eh comum que os vizinhos sejam os mesmos por toda a vida. E comigo nao seria diferente. Quando voltei pra ca, voltei pra casa dos meus pais. Na minha rua a grande maioria dos vizinhos possuem casa propria e ja moram aqui ha anos. Sao pessoas que conheco desde crianca, algumas me viram crescer, outras eu vi crescer. Dentre as que eu vi crescer existe uma menininha linda que se tornou uma mulher exemplo. O nome dela eh Eloah.
Eloah jogava tenis e ganhava todos os torneios da cidade e do estado. Com isso, ela foi estudar nos Estados Unidos e ficou por la por um bom tempo. Agora ela esta de volta. E se deparou com a triste realidade de nossa cidade: o lixo esta tomando conta de nossas ruas. Diferente das outras pessoas, ela resolveu iniciar um projeto, a fim de conscientizar a populacao em relacao ao lixo. Como eu sempre me senti incomodada com esse assunto, me ofereci logo pra ajudar. E assim surgiu o Projeto Imagine.
Como a minha vida anda muito corrida (sim, apesar de querer morar no interior pra fugir da correria da cidade grande, nao consegui me livrar da correria e vivo correndo), me propus a ajudar o projeto no que diz respeito ao mundo virtual. Para comecar, criamos um blog e este meu post eh para divulgar o blog do Projeto Imagine.
Acessem, comentem, respondam a nossa pesquisa… Assim poderemos tornar nossa cidade mais limpa e, consequentemente, melhor para se viver.
Publicado por: daniellainacio em: 20 março, 2010
Minha intencao nao eh causar polemica com esse post, nem tampouco discutir aqui sobre uma religiao especifica. Minha intencao eh falar sobre o que penso sobre A Hora do Adeus, a tao temida hora de nos despedirmos de nossos entes queridos e ve-los partindo… Mas partindo pra onde? Algumas religioes pregam que o corpo descansara eternamente, como que em um sono profundo. Outras dizem que o espirito volta para junto do Pai. Outras pregam que dependendo das suas atitudes o espirito vai para o Ceu ou para o Inferno. E outras dizem que a dita morte nao existe, que o que ocorre eh apenas uma mudanca de plano, onde cada um enfrentara a verdade e trabalhara em busca da sua evolucao, se assim desejar.
Nao sou fa de velorios. Na verdade, sempre me sinto mal quando vou a um, mas tem horas que eh inevitavel nao ir. E quando vou sempre me deparo com a mesma cena: pessoas conversando alto, falando sobre a vida do falecido, falando sobre a familia do falecido, muitas fofoqueiras no disse-que-disse, outros rindo e fazendo piadas e alguns, ate mesmo, fazendo negocios. Algumas pessoas enxergam o velorio como um acontecimento social e se acham na obrigacao de ir pra aparecer. E sempre fico pensando: onde esta o respeito pelo corpo inerte no caixao? Onde esta o respeito pela dor que a familia sente no momento? Penso que quando vamos a algum velorio devemos ficar orando, que devemos procurar mandar boas energias pra quem fica, orar e pedir pra que tudo de certo.
Bom, como nao sabemos quando sera a nossa grande hora, peco a todos que no meu velorio nao fiquem de tititi, nao fiquem conversando alto, nem com piadinhas. Que quem comparecer que fique orando e dando o apoio que meus entes queridos necessitarao… Morbido isso? Tragico? Nao, gente, nada disso. Apenas escrevo sobre a unica coisa da qual tenho certeza de que irei passar na minha vida… E fica a dica!
Publicado por: daniellainacio em: 18 março, 2010
Apenas leiam:
http://zeluisbraga.wordpress.com/2010/03/14/pensar-fora-da-caixa-e-a-inovacao/
Excelente postagem a do Ze. Por isso que sou fã declarada desse sujeito!!!
Publicado por: daniellainacio em: 8 março, 2010
Sempre digo aos meus alunos: a prototipagem tem um papel muito importante no desenvolvimento de sistemas. Alem de definir melhor os requisitos, ajuda a antecipar problemas de interacao com o usuario.
A ideia deste post veio da postagem do Chapa Branca onde Helio Teixeira mostrou dois desenhos feitos em 2006 para definir a interface inicial do Twitter.
Como sempre digo, a prototipagem pode ser feita “informalmente”. Para isso, basta um lapis e um papel e a interface “ganha formas”.
Publicado por: daniellainacio em: 7 dezembro, 2009
Ontem voltei a sentir a mesma emocao que senti quando tinha 11 anos de idade. Depois de um jogo dificil, a torcida explode em emocao, dando inicio a uma maravilhosa festa vermelha e preta. Fogos, bandeiras, camisas… O Brasil se tornou rubro-negro.
Ao onze anos nao entendia direito de onde vinha tanta emocao, tanto choro… Torcia, gritava… tudo isso acompanhando a emocao do meu pai. Hoje, um pouco (rsrsrs) mais madura, com meus 28 anos , entendo o porque de tudo isso, entendo o porque de pessoas comuns chorarem e berrarem como criancas.
Vivemos em meio a muitas desgracas. A todo momento ouve-se falar em mais um homicidio, em mais um suicidio, em mais um acidente, em roubos, sequestros etc. Alem disso, trabalhamos honestamente o mes inteiro para no final ter o dinheiro para pagar as contas e sobreviver. Quando sobra algum troco, ficamos contentes por poder presentar as pessoas que amamos. Enquanto que do outro lado, pessoas de carater duvidoso roubam de cidadaos honestos e enchem o bolso (e cuecas) com milhoes, dinheiro que os trabalhadores honestos nao sabem nem avaliar o que fariam com toda essa grana se a tivesse em maos.
Todo mundo tem que ter uma valvula de escape. E a valvula de escape do povo brasileiro eh o futebol. Nos estadios e campos de futebol somos todos iguais. Somos todos torcedores independente de credo, raca, posicao social… Estamos todos ali reunidos para torcer pelo nosso time. E quando nos deparamos com a final de um campeonato, eh como se fosse a realizacao de um grande sonho. Sonho que pode ser destruido ou realizado ao termino dos 90 minutos. 90 minutos suados, 90 minutos de angustia, de aflicao, de unhas roidas, de choro e xingamentos… E quando do apito final temos a certeza de que nosso time foi o campeao, eh o momento de se entregar e extravazar a emocao contida…
Temos futebol no mundo inteiro, os outros que me perdoem, mas as torcidas cariocas dao um verdadeiro show nas arquibancadas. Em nenhum lugar do mundo podemos ver torcidas tao emocionadas como as do Rio de Janeiro. Sou mineira, tenho um time de coracao aqui de Minas, mas quando me vejo em frente ao Flamengo, me desfaco, me despedaco e me entrego a emocao. Emocao que eh alimentada pelo grande show da torcida rubro-negra.
Parabens, Flamengo, pelo hexa campeonato!!! Parabens, torcida Rubro-negra pelo grande espetaculo!!!
Mengo !
Estou Sempre Contigo
Somos uma Nacao
Nao Importa onde esteja
Sempre Estarei Contigo
Com o Meu Manto sagrado
Minha Bandeira na Mao
o Maraca eh Nosso
Vai começar a Festa
Da-lhe,da-lhe, oooo
da-lhe da-lhe da-lhe, ooo
Mengão do Meu Coracao
Publicado por: daniellainacio em: 25 novembro, 2009
Tenho andado atolada de serviço e com isso fico bom tempo sem escrever. E acaba que todo esse tempo gasto com meus afazeres me tiram a inspiração. Por isso, esse blog esta meio abandonado.
Porem, ontem recebi um email de um colega de trabalho e achei muito interessante o texto. E por isso resolvi posta-lo aqui. Nao alterei o texto original.
A moça, a saia, a faculdade
Fiz faculdade entre 1982 e 1985. Faculdade de riquinho, FAAP. Não havia sinal de movimento estudantil ali. Na verdade, com o fim da ditadura, a eleição de Tancredo e a perspectiva de diretas em 1989, o movimento estudantil se enfraqueceu e, sendo bem sincero, foi sumindo aos poucos. Minha atividade mais próxima da subversão foi vender sanduíches naturais para arrecadar dinheiro para uma festa das Diretas.