Publicado por: daniellainacio em: 4 agosto, 2010
Adoro musica e sou muito ecletica, pois curto de tudo um pouco (com excecoes, claro, pois ninguem merece funk, rap e alguns sertanojos que existem por ai) e a musica tem um efeito relaxante sobre mim, mas tambem pode me deixar bem agitada dependendo da situacao e da musica.
Quando Maria Gadu comecou a cantar gostei de cara do timbre da garota. A voz dela eh espetacular, parece que qualquer musica que ela canta fica bonita. Ate musica (?) de Kelly Key ela conseguiu transformar em musica realmente.
A musica A Historia de Lilly Braun sempre me chamou atencao. Achava a letra muito interessante, tambem uma musica composta por Chico Buarque e Edu Lobo tinha que ser interessante (obvio!), e a entendia da minha maneira: a achava triste, mas real. Um dia, ao me dar carona em Belzonte, minha grande amiga Priscila me chamou atencao tambem para essa musica e me disse assim: “Olha, amiga, que musica triste, bonitinha, mas triste”. E comecei a prestar mais atencao a letra, tentando interpretar e tentando descobrir, enfim, quem eh essa tal Lilly Braun.
E nessa curiosidade de saber quem eh Lilly (olha a intimidade, ja ate aboli o segundo nome rsrs) achei um post muito interessante no blog de Veri Prado (http://embalagemeconteudo.blogspot.com/2009/12/historia-de-lily-braun.html) e que aqui transcrevo na integra.
A Historia de Lily Braun
Ela era fã de romances. Lia livros e via filmes que falavam de amor e ficava imaginando como seria se ela fosse a personagem principal. Imaginava o homem dos seus sonhos, como ele seria e como seria sua aproximação. Lily era daquelas mocinhas de filme, gostava de histórias com final feliz e possuía uma imaginação tão louca quanto fértil. Freqüentadora assídua de um bar próximo de onde morava, Lily era conhecida lá por ser discreta e sempre tomar a mesma bebida, na mesma mesa toda a semana. O bar era uma danceteria discreta, música ambiente, bar man e sempre frequentado pelas mesmas pessoas. Ela nunca se interessara pelos caras que ali bebiam e conversavam. Achava que eles nunca lhe dariam o romance que ela tanto almejava. Queria algo arrebatador, diferente. Algo que lhe tirasse da mesmice e lhe levasse para dentro de seus livros e filmes de romance, mas desta vez de verdade, não só na imaginação.
Uma certa noite chovia muito e Lily entrou no Dancing e pediu o de sempre ao garçom. Ele lhe trouxe o martini com três azeitonas. Lily gostava do gosto que as azeitonas deixavam no final da sua bebida. E depois ela as comia devagar, saboreando o martini ali impregnado. Naquela noite, ela pouco se interessou em observar as pessoas que estavam no Dancing. Estava concentrada no novo livro de romance que comprara antes de entrar ali. Quando enfim terminou o primeiro capítulo do livro, viu que o martini tb tinha se acabado e com ele as azeitonas. Chegou a pensar que o livro estava tão interessante, que nem percebeu quando as tinha comido. Lily precisava ir pra casa, estava a muito tempo ali sentada sem perceber. Ainda bem que morava bem próximo ao Dancing. Alguns passos e estaria em casa.
Quando fechou o livro e levantou a cabeça para pedir a conta ao garçom, seus olhos lhe levaram para a porta por onde está entrando, naquele instante, um homem bem apressado. Parece estar querendo se proteger da chuva. “Coitado!” Ela pensou. Mas seu pensamento não passou disso. Afinal, era apenas mais um freqüentador novo no Dancing. E neste momento ele a avistou. E foi como se os olhos dele tivesse lhe dado um close. Assim como acontecem nos cinemas. Ele ficou parado por um tempo contemplando Lily. Parecia comê-la com os olhos. O que a deixou muito sem jeito e talvez com um pouco de medo. Mas ela sorriu timidamente a ele. E logo se imaginou fazendo poses para os olhos daquele homem desconhecido que a olhava como se a tivesse fotografando para não esquecer do seu rosto. Pensou que talvez fosse bom retribuir a ele os olhares, afinal ele era muito bonito, pelo menos assim de longe. E foi então, quando pensou nisso, que ela lhe sorriu dessa vez com tamanha felicidade. Pois tinha algo dizendo a Lily que era para ela agir dessa forma. Parecia que os olhos daquele homem a tinham hipnotizado.
Ele veio em sua direção, para Lily não havia mais ninguém no Dancing, apenas ela e aquele homem misterioso. Quando ele se aproximou, ela conseguiu ver direito o seu rosto. Tinha as sobrancelhas grossas e bem desenhadas, um rosto quadrado e lábios médios. O queixo era bem pronunciado. Não possuía barba e nem bigode e os cabelos eram negros e ainda tinha um pouco de costeleta. Parecia aquele personagem do filme que ela tinha visto semana passada. Pensou ser imaginação. Talvez devesse parar de ler e de ver tantos romances. Mas a sua imaginação acabara de lhe oferecer um drinque. Ela disse que sim apenas com a cabeça. Ele puxou a cadeira ainda olhando em seus olhos, quando o garçom se aproximou. E sem tirar os olhos dela ele pediu: “Traga para essa moça o mesmo que estava bebendo e um scotch para mim!” Lily se sentiu confusa. Pensou em ir embora, mas antes mesmo que ela juntasse suas coisas ele falou novamente: “O que um anjo azul faz aqui neste lugar?!” Anjo azul?! Que brega! Mas assim era Lily, brega como seus romances. E nesse instante sua visão ficou flou. Depois deste dia, vários martinis com três azeitonas Lily tomou com aquele homem que deveria ter vindo do romance mais meloso que ela já tinha lido ou visto. Ás vezes era presenteada com uma rosa azul e um poema feito especialmente para ela. Lily estava aproveitando cada momento daqueles encontros no Dancing, que passaram a ser rotineiros e vivia como as personagens mais amadas da face da ficção. Mas o seu romance, de fictício não tinha nada.. Todos os dias quando chegava em casa, e escutava o blues que estava tocando no Dancing quando se conheceram, ficava pensando no olhar, nas palavras em tudo o mais que aquele homem lhe proporcionava, ela se comparava a uma gema sem clara, completamente desmilinguida. Era assim que ela pensava estar. Numa certa noite ele abusou um pouco do tal scotch e entre tantas palavras de amor ele lhe disse que o corpo dela seria só dele aquela noite. “Oh…por favor!” Ela disse. O achou atrevido e ela não seria dessas. Afinal ela era a mocinha e não a moça malvada que quer separar o casal, pensava ela. Mas não era isso o que Lily queria dizer. Queria mesmo ter seu corpo envolto ao dele. Mesmo assim, ela colocou seu xale em volta do busto para esconder o decote da chuva ou de quem quer que seja e se foi. Cheia de vergonha, com o rosto vermelho e quente.
Lily continuou freqüentando o Dancing, mas já não queria encontrar aquele homem. Achava que ele tivesse desistido dela por ela se negar a ir pra cama com ele. Chegou a se arrepender de dizer não, mas Lily era muito tímida e contida em seus sentimentos carnais. Ela queria sim se entregar ao homem da sua vida. Mas achava que ele tinha sido muito canalha ao lhe proferir aquelas palavras. “Meu corpo só dele?! Não sou uma mercadoria!” chegou a pensar cheia de raiva sentada na mesma mesa, tomando seu Martini. Mesmo não querendo encontrá-lo, Lily não parava de olhar para a porta do Dancing. Queria que estivesse chovendo como da primeira vez. E achou que ele nunca mais voltaria ali. Lily tentou se ater ao seu novo romance e quando percebeu que folheava as páginas do livro sem prestar atenção no que estava escrito ali, decidiu ir embora. Juntou seu casaco e bolsa e caminhou até a porta. Quando a abriu, eis que surge em sua frente aquele homem. Tinha ele em suas mãos um buquê de rosas azuis e dez poemas feitos especialmente para ela. Tinha juntado por todos esses dias que não haviam se encontrado. Mas Lily ficou irredutível, apesar de querer abraçar seu grande amor, não pegou as flores ou os poemas, Lhe disse adeus e saiu caminhando. Ele foi atrás dela e gritava seu nome lhe pedindo para esperar. Lily parou e ele em sua frente disse que lhe amava e que a queria como esposa e não como mercadoria. O coração de Lily disparou, era tudo o que ela queria ouvir desde que se conhecia por gente. Ela mal conseguia acreditar quando ele a beijou no altar da Igreja da cidade onde nascera.
Adorei a historia, as outras que tem na internet nao tem nada a ver com a musica
Olha só,
na verdade essa música do Chico foi composta para a trilha sonora de uma peça chamada “o Grande Circo Místico” que é inspirada em um poema do Jorge de Lima. A musica conta a historia de um personagem da peça que é a Lily Braun. Vale a pena você buscar o disco, tem diversas musicas maravilhosas nele compostas principalmente por Chico Buarque e Edu Lobo como por exemplo “Ciranda da Bailarina” e “A Bela e a Fera”. Espero ter ajudado.
Inclusive essa… Lily Braun como mocinha que lia romances? Ela está mais pra uma Striper, não? Uma dançarina de boate… Ela não “morava perto” na boate, ela vivia na boate.
Adoooreei..amooo aa musicaaaa..ii amei saber essa historia!!
Rosa,
Otima historia
Tive que responder… Essa história não tem nada a ver com a Lily Braun… Estudei muito essa música no Ballet do Guaíra, e olha… A Lily nunca foi mocinha romântica, sempre foi um mulherão, que casou, literalmente, com um palhaço. A história é bonitinha, mas NADA a ver com a história dela.
Ela era a filha do general prussiano Hans von Kretschmann. Sua avó, a Baronesa Jenny von Sustedt, tinha sido uma filha ilegítima de Jérôme Bonaparte, irmão de Napoleão, que era rei de Vestefália.
Lily Braun foi casada com o professor de filosofia Georg von Gizycki, que era associado ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), sem no entanto ser um membro do partido. Juntamente com ele, ela estava envolvida no movimento de ética, que procurou estabelecer um sistema de moralidade no lugar das religiões tradicionais. Após sua morte, ela se casou em 1896, Heinrich Braun (1854-1927), que foi um político social-democrata e um publicitário.
Lily Braun juntou ao SPD em tenra idade e se tornou um dos líderes do movimento feminista alemão. Ela pertencia à oposição revisionista dentro do SPD. Revisionistas não acreditar nas teorias do materialismo histórico e acreditava na adaptação gradual da sociedade, ao invés de uma revolução socialista.
Lily foi fortemente influenciado por Friedrich Nietzsche e queria que o SPD se concentrar no desenvolvimento da personalidade e individualidade, em vez de nivelar todos. As mulheres devem ter a sua própria personalidade e não deve ter para ser apenas considerado como (futuras) mães e esposas. Ela queria a liberdade econômica para as mulheres ea abolição do casamento legal.
Ela morreu após uma longa doença!!!!
Estranho Lily ser uma moça romântica que ia para o Dancing (boate noturna) ler livro.
É mais provável ela ser uma cantora da boate, afinal, porque ela iria sair com uma turnê? Porque ele queria amá-la como esposa e não como star (estrela)? Normalmente as cantoras de boate usam roupas ousadas, o que justificaria ela cobrir o decote com um xale após ele desejar o seu corpo. Ainda, normalmente uma cantora de boate receber flores dos seus fãs da noite em seu camarim. A história faria mais sentido com Lily Braun sendo cantora.
Essa, sem dúvida, é a pior história que já li sobre o caso.
ei amore parabens peloespaço que vc botou essa historia linda gostei curtia a musica mas naumsabia quem era a lily hj hj eu sei graças a vc obrigada.
Acho que há muitas versões, mas acredito que a música faça alusão ao filme “anjo azul” de 1930 com a famosíssima, quiçá a maior, atriz alemã Marlene Dietrich. Até por que a própria música jgoa com algumas técnicas cinematográficas, como o zoom, plano a plano, em alguns versos ele cita essas técnica. vejam a sinopse do filme, ou o próprio filme, vejam o que acham! estava fazendo um trabalho sobre expressionismo alemão e me deparei com este filme, e na hora me veio a cabeça “a história de lily braun”.
perdão “plano em plano” não, mas sim “close em close”
oi minha querida, como vc diz uma coisa de ssas de mim, é claro que poderia vir aqui comentar seu blog, e posso dizer-lhe seguramente que essa versao de Lilly Braun que vc postou é a versao mais doida que já vi, ta ?!!!! fala séeeeeeerio!!!!
16 agosto, 2010 às 3:06 pm
Rosa,
A história de Lily Braun é mais comum do que se imagina. E não está restrita a mocinhas que, como ela, gostam de romances e martinis.
O fato é que existe vida após o casamento, a despeito das mutilações pelas quais passamos no processo.
Você, que pretende matar-se, digo, casar-se em breve, saiba que um pouco de si ficará pra trás quando mudar o estado civil. Não estou dizendo que será pior, mas o casamento não é, seguramente, a melhor forma de duas pessoas relacionarem-se. Acho engraçado quando ouço algo do tipo “ah, a gente namora há tanto tempo, tá na hora de casar!” Como é que pode?! Não compreendo essa linha evolutiva imaginária que começa numa mesa de buteco e termina em cerimônias civis e religiosas, como se o casamento representasse o ápice do relacionamento… Coisas de mocinhas que adoram romances.
O casamento é uma convenção social, um pacto civil, a forma mais segura de ser fazer sexo e a mais aceita de perpetuação da espécie. Na grande maioria dos casos, é também um divisor de águas na vida de duas pessoas que – supostamente – se querem bem. Muitas coisas se perdem no processo, que obviamente começa antes de qualquer cerimônia… Os encontros com amigos vão rareando, substituídos muitas vezes por compromissos mais “familiares”; apelidos se perdem, substituídos por adjetivações mais “sérias”, como esposo, pai, chefe de família; mudam as expectativas sobre o casal: antes, esperava-se que conseguissem um bom emprego, que fossem felizes e realizados e etc. e tal – depois, a preocupação se os pombinhos já compraram a casa própria, pra quando serão os filhotes; os papéis que antes traziam poemas agora trazem boletos bancários.
Há aqueles que se adaptam facilmente, e também aqueles que até gostam dessa nova vida. Mas existem também muitas Lily Braun pra provar que nem tudo é um “mar de rosas” nessa aventura irresponsável que é o casório. Irresponsabilidade porque, em suma, o casamento nada mais é do a vitória da esperança sobre a experiência…
7 fevereiro, 2012 às 1:20 pm
NOSSA! vc acabou de destruir totalmente a ideia brilhante e cor-de-rosa das mocinhas q querem se casar! qm tiver a mente fraca e ler sua opinião q deveria ser tipo assim ” pessoal sua” estarão fodidas! pois vc nessa sua loucura retirou toda a expectativa boa dos casamentos!
PARABÉNS PRA VC!
9 fevereiro, 2012 às 11:22 am
Rosa, com sua licença, deixa eu colocar de lado a Lilly Braun e tentar entender este comentário aqui…
Primeiramente, a pessoa diz que essa opinião deveria ser “tipo assim pessoal sua” – como se houvesse uma opinião PESSOAL “que não fosse minha”… É claro que é a MINHA opinião, caramba. E digo mais: não fossem os argumentos que a embasaram muito consistentes, porquanto foram extraídos da experiência e não da fábula, ninguém diria “NOSSA” depois de conhece-la – e nenhum leitor, mesmo que de “mente fraca”, daria importância e credibilidade para uma opinião calçada na alienação, no delírio, na demência, no desatino, na alucinação – na loucura, enfim.
Louco é o mundo, não o que penso sobre. E cada um cria a “expectativa” que melhor lhe convier pra viver nele. No que diz respeito à “idéia brilhante e cor-de-rosa das mocinhas que querem se casar”, quiçá essas mocinhas sejam abençoadas o suficiente para não precisar ouvir o velho e gasto – porém sábio – bordão: “eu não lhe prometi um mar de rosas”…
Nobre V. Suphis: você conhece a série japonesa Jaspion? Pois tenho que te dizer que foi muito bom – elogioso até – saber que eu tenho o mesmo poder de Satã Goss, o vilão da série: enfurecer os monstros. Se eu retirei toda a expectativa boa do casamento, melhor assim. Evita decepções e põe em alerta a bruxinha que adormece lá no íntimo de toda noivinha.
Por fim, permita-se uma licença poética. Transcreverei um verso de Cecília Meireles que, apesar de falar sobre a liberdade, resume bem essa coisa da utopia do casamento:
“Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda…”
É isso.