Blog da Rosinha

Essa tal maturidade…

Posted on: 9 junho, 2016

aliceSempre achei que com o passar dos anos as inquietações iriam se acalmando e que iríamos nos tornando mais sábios, mais tranquilos e mais decididos. Achava que as dúvidas sumiriam e que teríamos solução para tudo. Sempre achei que depois dos 30 eu saberia exatamente o que fazer diante de um conflito. Pra mim, maturidade era isso. Doce ilusão…

Em meio aos meus quase 35, me vejo perdida em um monte de inquietações internas, um monte de questionamentos sobre o que fazer, qual caminho seguir e com dúvidas em relação a tantas certezas que eu tinha. Isso me deixou confusa, claro, mas com muito medo. Pensei que eu estava vivendo uma adolescência tardia, que eu não estava me comportando como uma mulher de 34, que eu não tinha maturidade suficiente para enfrentar a fase adulta. E tudo isso me fez me esconder em minha concha, me deixando ainda mais confusa. Até que tomei a decisão de enfrentar tudo isso, de buscar as respostas para tudo o que eu estava me perguntando. Qual o caminho? Parti para o caminho do autoconhecimento: análise, acupuntura, dança, dieta… Enfim, resolvi consertar tudo o que estava “estragado” dentro de mim. Isso foi em agosto do ano passado (quando dei o primeiro passo para tentar sair da zona de conforto).

O que mudei de lá pra cá? Ainda não mudei muito, mas estou caminhando para a mudança que tanto quero. Me sinto como o Leão de O Mágico de Oz, que tanto busca a coragem. Às vezes me sinto a Alice (do País das Maravilhas), perdida em um mundo cheio de possibilidades sem saber qual caminho seguir para voltar pra casa… O bom é que descobri que tenho um coração (sim, a parte do Homem de Lata foi resolvida rsrs). E, sim, eu tenho um cérebro (não sou o Espantalho) e ele tem trabalhado como nunca ultimamente. Eu sou uma pessoa quieta, mas com mente barulhenta e isso tem me tirado o sono ultimamente. E o meu lado Chapeleiro tem sido constmagicoOzantemente colocado pra fora nesses dias. Assim como a mistura dos filmes nesse parágrafo, meus sentimentos estão todos misturados dentro de mim.

O bom nisso tudo é que descobri que muitos amigos estão nessa fase de autoconhecimento também. Amigos da minha idade, amigos mais velhos, amigos na casa dos 30. Com isso, parei de me achar ridícula (sim, isso passou várias vezes pela minha cabeça). Vejo que toda essa inquietação, todas essas dúvidas, toda essa confusão interna faz parte da maturidade. Crescemos quando conseguimos resolver as nossas questões. E quando não as resolvemos, paramos de crescer. E vejo que é muito importante sair da zona de conforto. Eu, por exemplo, ainda não estou totalmente pronta para sair da minha, mas estou caminhando para isso. Estou colando meus pedaços quebrados dentro de mim para me fortalecer e encontrar a coragem que tanto busco.

E que venha meus 35 e que venham mais dúvidas e que venham mais inquietações… E que essa tal maturidade seja doce, mas nada calma e tranquila… hehehehe

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