Blog da Rosinha

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Quando criança, amava o Carnaval (tem até um post aqui sobre isso).
Hoje em dia o Carnaval perdeu o sentido pra mim. E isso que o Zé postou traduz muito o que penso sobre o Carnaval de hoje.
Vale a pena a leitura.

zeluisbraga

Eu e mais um monte de gente estamos acompanhando as mudanças no carnaval ao longo do tempo. Quando eu era criança pequena lá em Visconde do Rio Branco, o carnaval era de rua, blocos na praça, todo mundo ia para a rua, começava cedo e acabava cedo, sadio e divertido. Depois passou para carnaval de clube, a rua foi sendo deixada meio de lado, blocos foram para os clubes. E assim foi por muito tempo. Depois o carnaval de rua foi voltando aos poucos, concentrado em alguns lugares como na Praça da Estação em BH e outros locais que comportem grandes concentrações de pessoas querendo se divertir.

Hoje chegamos ao outro extremo, segmentação total. Um monte de blocos, tipo cada um tem um localizado em um bairro ou rua, entupindo as ruas das cidades de gente, barulho, gritos, desrespeitos a quem não quer participar, impossibilidade total de tirar…

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Chega essa época do ano e todos só falam do Natal: época das comemorações com os colegas de trabalho, época de comprar os presentes para amigos mais próximos e familiares, época de amigo oculto, época das cartinhas nos Correios, época dos eventos beneficentes… Época de fazer tudo o que você não fez o ano inteiro, como se apenas no Natal devêssemos ser pessoas melhores. E é nessa época que desperta em mim a Pink Grinch (apelido carinhosamente colocado em mim por um amigo muito querido). pinkGrinch

Não é que eu não goste do Natal, o que eu não gosto é de todo esse frenesi em cima dele e de toda a hipocrisia que rola essa época do ano. As pessoas se matam o ano inteiro, mas no Natal, misteriosamente, elas começam a se amar (?!?!?!!). Sério, é muito pra minha cabeça! Não consigo entender…

Abaixo segue uma postagem que compartilho no Facebook há 2 anos. O texto é muito bem escrito e mostra muito do que eu penso sobre o Natal. Vale a pena a leitura, mas vale muito mais a pena a reflexão!

Aproveitem! Reflitam!

Segue o link para o texto:

Manual prático para um natal solitário

Excelente texto! Xilick conseguiu traduzir em palavras grande parte dos anseios pelos quais eu passo…

Falando com o Cérebro!

O tic-tac do relógio na parede pareciam marteladas em meu cérebro. Aquele relógio em Praga realmente fazia sentido quando eu ouvia o tic-tac naquela sala de espera do consultório. O silencio era angustiante. Olho ao meu redor. Cada indivíduo com sua verdade. O que será que passa na cabeça deles. E na minha?

Faço um exame de consciência. Aprendi na terapia. É uma técnica bem interessante. Imagine-se em um barco navegando à mercê da maré. Me lembra Alice, afinal, para quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. Estar consciente é olhar as estrelas e se posicionar. Procure o cruzeiro do Sul e veja onde a maré está te levando com relação a essa referência.  Talvez você descubra que está indo para Leste, quando na verdade gostaria de ir para o Norte. Fácil de resolver: pegue o remo e comece.

A pontada no fígado elucida a realidade. Volto…

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Eu sou ansiosa. Acho que já falei disso. Eu vivo falando disso. Rsrs. Mas fato é que eu me acho acessível demais. Acessível no fato de eu mal receber uma mensagem no WhatsApp e já responder. Acessível no fato de atender ao telefone já no primeiro toque. Acessível no fato de mal receber um e-mail e já responder. Acessível no fato de viver com o celular na mão conectada o tempo inteiro.

Outro dia larguei o celular no quarto e fui fazer minhas coisas. Quando voltei, tinham milhões de mensagens. A maioria repetida, pois as pessoas acharam que eu não tinha recebido, uma vez que a resposta não foi imediata. Teve outra vez em que o mesmo aluno me mandou o mesmo e-mail 8 vezes em um intervalo de meia hora achando que eu não tinha recebido porque ainda não o tinha respondido (detalhe que era final de semana). E isso me fez refletir. O erro não está nas pessoas, que não podem esperar. O erro está em mim que as deixei mal acostumadas.

E o mesmo não acontece. Tem casos de eu mandar uma mensagem e levar dias para a pessoa me responder ou nem responder. Já me incomodou muito isso, mas hoje não ligo se a pessoa demora a responder. O que me incomoda é ficar sem resposta: eu odeio! Odeio também quando eu ligo, a pessoa não atende e nem liga de volta pra saber o que era.

Enfim, acho que pago o preço por ser acessível demais, por isso tenho tantas cobranças… Mas ainda conseguirei largar esse vício de viver com o celular na mão e responder a tudo automaticamente.

Não sou muito de falar o que sinto. Sou uma pessoa falante, converso sobre tudo o que quiserem, mas quando é pra falar de mim, eu me calo. Sempre que estou em uma roda de amigos e eles começam a falar deles mesmos, das experiências vividas, dos relacionamentos… eu me calo e fico de observadora na conversa. Quando me pedem alguma opinião, quando me pedem algum conselho, estou ali pronta, mas quando é para falar de mim e de minhas experiências, eu travo (dá a famosa tela azul). O silêncio, em determinadas situações, é a minha arma para fugir de me entregar.

E eu sinto que as palavras não ditas, às vezes, me sufocam. E uma das formas para não morrer sufocada é escrever. Eu gosto de escrever sobre o que sinto, tenho essa facilidade. Às vezes demora pra inspiração vir, mas quando ela vem, é de uma vez: tenho que sair escrevendo pra não me perder em meus pensamentos.

E o mais engraçado é que às vezes eu escrevo para mim mesma: quantas cartas e e-mails de amor, de despedida, de desabafo… eu escrevi e elas nunca chegaram aos seus destinatários. Eu escrevo e mando para mim mesma. A única necessidade que eu tenho, naquele momento, é colocar para fora o que estou sentindo.

Quem me conhece sabe que eu sou ansiosa. E minha ansiedade me joga no buraco. Todas as vezes que tentei expressar o que sentia, eu me perdi. Queria falar tudo ao mesmo tempo e isso acabava afastando as pessoas. Está aí outro fato para eu guardar o que sinto: as pessoas se afastam quando a gente se abre. Não são todas, mas as mais rasas se afastam. E, às vezes, pessoas rasas são legais para conversar sobre assuntos rasos. E elas acabam fazendo falta.

Para finalizar, fica uma citação de A Menina que Roubava Livros: “As palavras não foram ditas, mas decididamente estavam lá, em algum ponto”. Assim sou eu: se fiquei em silêncio, não foi porque não tinha nada o que falar…

Hoje acordei com um questionamento no mínimo intrigante de Juarez Guimarães Dias no Facebook: “Relacionamentos abusivos em amizades? Sim, tem também.”. Comentei de imediado: “Tem muito!”. E isso me fez pensar sobre a amizade. Muito se fala sobre o amor, sobre a paixão, mas e a amizade? Sempre me questiono sobre isso (já tenho alguns posts sobre esse assunto aqui no blog).

Pensar sobre relacionamentos abusivos em amizades me fez analisar todas as amizades que já tive até hoje. Sou amiga fiel, quando sou amiga, sou amiga de verdade, não consigo ser amiga pela metade. E nem sempre existe reciprocidade nesse tipo de relacionamento, pois existem vários tipos de amigos (o que te liga sem razão e no fundo você realmente estava precisando daquela ligação, o que te liga só quando precisa de um favor, o que te liga pra te chamar pra ir pra balada, o que te liga pra desabafar, o que te liga pra ouvir seu desabafo, o que te liga pra chamar pra velório ou visita em hospital e por aí vai…). E tem o amigo que faz da amizade um relacionamento abusivo. Abaixo segue um trecho que retirei desse site aqui: http://pt.wikihow.com/Reconhecer-um-Relacionamento-Abusivo pra você identificar um relacionamento abusivo (e você vai perceber que pode ser totalmente aplicável à amizade):

  • Zomba ou constrange você na frente dos amigos e da família?
  • Minimiza suas conquistas ou não incentiva você a conquistar seus sonhos?
  • Faz com que você se sinta incapaz de tomar decisões?
  • Usa da intimidação, culpa e ameaças para obter sua complacência?
  • Diz que você não é nada sem ele ou que ele não é nada sem você?
  • Te trata de maneira grosseira sem o seu consentimento, beliscando, agarrando, empurrando ou até agredindo?
  • Usa as drogas e álcool como desculpa para dizer coisas indelicadas ou para abusar de você?
  • Te culpa pela maneira com que age ou se sente?
  • Dá a sensação de que “não há como sair” do relacionamento?
  • Evita que você faça outras coisas que gosta, como ficar perto da família e de amigos?
  • Não deixa que saiam de um lugar após uma briga ou abandona você em algum lugar após um desentendimento, só para “ensinar uma lição”?

Bom, desde o ano passado eu mudei a minha atitude em relação a alguns amigos. Deixei de procurar os que nunca me procuravam, ou os que só me procuravam quando precisavam, e o resultado disso foi muito bom pra mim. Claro que eu nunca ouvi tanto “você está sumida” na minha vida, mas sempre retribuía com um “você também” e a discussão não rendia. Parei também de deixar de fazer as coisas que eu estava fazendo pra ajudar aqueles que nunca me ajudavam e comecei a selecionar quais ajudas eu poderia dar (algumas eram realmente muito absurdas e eu parei com isso). Mas, acima de tudo, parei de me sentir culpada quando alguém se afastava de mim, pois antes eu sempre ficava me perguntando o que eu tinha feito de errado pra que aquela amizade não tivesse dado certo, e hoje eu sei que sem reciprocidade nada dá certo e não ligo mais se alguém se afastar sem motivos aparentes.

Em relação ao relacionamento abusivo na amizade, hoje mais do que nunca sei que existe e, assim como qualquer outro relacionamento abusivo, ele deve ser terminado. E você tem que ter forças pra conseguir terminar, pois a pessoa que está do outro lado, abusando, não tem interesse nesse término, afinal, é tudo muito conveniente pra ela. Se desapegar não é fácil e, em alguns casos, precisa de ajuda profissional. Mas depois que você consegue se desapegar de amizades abusivas, você fica mais leve, você fica mais saudável e você fica mais feliz.

#ficaadica

Dias atrás eu e duas colegas estávamos discutindo sobre as músicas de hoje em dia e suas letras “fenomenais”. A conclusão a que chegamos é a de que a nova geração, influenciada pelo atual nível musical, será mais desprovida de inteligência (eu posso falar burra ou é politicamente incorreto?).

As letras das músicas de hoje em dia estão cada vez mais sem conteúdo: ou é funk escroto exaltando a banalização do sexo e a putaria, ou é dor de cotovelo sofrida, ou é dor de cotovelo que se cura com balada, ou é ostentação de bens materiais. Estamos carentes de letras de música que elevam a alma.

Outro dia estava sem pendrive no carro e coloquei na rádio da cidade. Ouvi uma música muito “interessante” cuja mensagem de centro era “meus amigos voltei, já tava ficando doido, bora beber que eu tô solteiro de novo”. Fico pensando na imbecilidade da letra. Primeiro porque qualquer ser humano que troca amigos e família por conta de relacionamento é burro (me desculpe, mas não tem outra palavra pra expressar o que quero dizer a não ser essa). Em um relacionamento bem sucedido os envolvidos prezam pela liberdade individual sem se esquecer um do outro, ou seja, eles tem programas juntos e programas separados, sem que esse último diminua o amor entre eles. Além disso, balada e bebedeira só mostra o quanto o cara/a cara está arrasado/arrasada com o término e quer fingir que não está (me desculpem se estou errada, mas é essa a sensação que tenho).

Uma das cantoras mais bem pagas da mídia hoje em dia, cujo nome não vou citar pra evitar “mimimi”, tem suas letras recheadas da banalização do sexo pelas mulheres. Ok, estamos vivendo a era do empoderamento, do feminismo etc. Mas uma coisa é a mulher lutar pelos seus direitos e outra totalmente diferente é você imputar o pensamento de que a luta pelos direitos tem que ser recheada por putaria. Eu não sou de julgar as pessoas e suas opções sexuais, cada um é dono de si mesmo e deve fazer aquilo que lhe faz bem. Conheço mulheres que conseguem transar com vários caras sem ter envolvimento sentimental. E conheço outras que não, mas fazem isso pra se mostrar descoladas, donas do próprio corpo,mas depois não conseguem lidar com a “solidão” de um sentimento vazio. Acho que cada uma é de um jeito e empoderamento, pra mim, é a pessoa se respeitar, fazer aquilo que a faz feliz, sem se importar com a opinião dos outros e a pressão externa; não é fazer aquilo porque determinada letra de música diz que é certo.

Será que vocês entendem o que quero dizer? As letras ultimamente tem ditado padrões de vida e comportamento que não são de todos, mas que a maioria adota apenas pra aparecer , pra fingir que está fazendo a coisa certa porque determinada cantora de quem se é fã faz assim. Sei que padrões de artistas são copiados desde sempre, mas vamos confessar que os padrões de hoje em dia estão bem piores do que os de antigamente. né?!

Bom, o que mais sinto é saudades do bom e velho rock’n roll. Quem deras Elvis não tivesse, de fato, morrido 😦


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