Blog da Rosinha

serenidade

Quem acompanha meu blog sabe muito bem o quanto eu sou ansiosa, o quanto eu quero que tudo se resolva pra ontem e o quanto isso me afeta. Escrever sobre isso me ajuda, a terapia me ajuda, Eclesiastes 3: 1-8 me ajuda e a Oração da Serenidade tem me ajudado muito ultimamente.

Mudanças sempre nos causam medo. Uma vez eu li, não lembro onde, que “nossos sonhos se prostituem na zona de conforto”, o que é uma grande verdade. Temos medo de mudar, pois temos medo do que ainda não conhecemos, preferimos viver estagnados do que nos lançar no desconhecido. E tudo isso por medo. O medo nos paralisa, o medo nos impede de crescer, o medo nos impede de ser felizes, o medo nos impede de viver histórias lindas…

O medo nos impede de fazer as mudanças necessárias para a nossa evolução. O medo de errar, o medo de fazer uma má escolha nos impossibilita de sair de situações onde não cabemos mais. E é nessa parte da minha vida que eu comecei a ler a oração da serenidade e pedir coragem pra mudar o que precisa, aceitação para o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir as duas situações. Com isso, tenho me sentido mais segura e mais confiante em minhas escolhas.

Mudar é fácil? Claro que não. Em cada escolha feita deixamos algo para trás. E deixar coisas/pessoas para trás é doloroso e, às vezes, nos enchem de culpa. A questão é saber conviver com esses sentimentos, tendo sempre em mente que a nossa intenção foi a melhor possível. Quando um navio está prestes a afundar ou um avião prestes a cair, a primeira coisa que fazem é jogar fora toda a bagagem extra. Da mesma forma, quando nossa vida está chegando a um patamar onde não existem mais chances de seguir adiante com o peso que carregamos, temos que deixar toda bagagem extra para trás. Desapegar é complicado e exige trabalho. Mas depois que tudo isso passa, a vida fica mais leve e podemos nos dedicar àquilo que realmente é o melhor para nós mesmos e para as pessoas ao nosso redor, pessoas que nos amam e precisam do nosso carinho e atenção.

Por isso, meus amigos e leitores desse bloguinho, não tenham medo de mudar, não tenham medo de fazer as escolhas necessárias para as suas vidas, não tenham medo de seguir em busca da sua evolução e da sua felicidade. Temos que doar as roupas velhas e esvaziar nossas gavetas para que roupas novas tenham lugares em nossas vidas. Da mesma forma, temos que nos livrar dos sentimentos que nos aprisionam para dar espaço aos sentimentos que nos engrandecem.

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Às vezes eu penso “por que não vivi tal coisa antes?”… “Por que não conheci tal pessoa há tantos anos atrás?”… “Por que não nasci em tal época?”… “Por que que quando eu tinha tal idade eu não fiz isso ou aquilo?”… “Por que isso e não aquilo?”… “Por que? Por que? Por que?”… Mas daí, me coloco em silêncio e penso na infinita bondade divina, na justiça de Deus e penso: “tal coisa aconteceu em tal momento porque era o momento de Deus, era nesse momento que eu precisava viver tal acontecimento, era nesse momento que eu precisava conhecer tal pessoa…”

Eu sou ansiosa, não consigo acalmar minha mente, não consigo meditar e nem ficar sem pensar em nada. Quer me torturar é me pedir pra acalmar minha mente e ficar sem pensar. Não consigo! E meus pensamentos, geralmente, me levam para os piores lugares, painside-out.jpgra as piores situações, para os piores caminhos. E, por muito tempo, eu ficava presa nesse limbo.

De uns tempos pra cá, comecei a terapia e aprendi que tenho um pensamento catastrófico. E, com isso, aprendi a controlar o efeito disso em mim e a questionar as ideias ruins que vem quando eu menos imagino. Isso tem me ajudado muito. Além disso, minha ansiedade tem sido controlada, pois sei que Deus tem uma resposta pra tudo e que, mesmo que eu não entenda de imediato, Ele entende e sabe o que é melhor pra mim. Eu sou cristã, ou seja, acredito em Deus e em Cristo. Religião? Não falemos sobre isso nem agora e nem aqui. Só mencionei que sou cristã e acredito em Deus porque minha fé tem me ajudado a enfrentar as turbulências da minha mente. Além disso, a terapia tem me mostrado ferramentas para combater meu maior vilão: eu mesma.

A mudança pode não ser aparente, as pessoas podem não perceber de imediato, mas por dentro eu já me sinto melhor, já consigo ver organização nessa mente bagunçada. E, com isso, vou me acalmando e entendendo que na vida temos momentos bons e momentos ruins, mas todos eles nos servem como lições valiosíssimas para nossa evolução.

Quando criança, amava o Carnaval (tem até um post aqui sobre isso).
Hoje em dia o Carnaval perdeu o sentido pra mim. E isso que o Zé postou traduz muito o que penso sobre o Carnaval de hoje.
Vale a pena a leitura.

Chega essa época do ano e todos só falam do Natal: época das comemorações com os colegas de trabalho, época de comprar os presentes para amigos mais próximos e familiares, época de amigo oculto, época das cartinhas nos Correios, época dos eventos beneficentes… Época de fazer tudo o que você não fez o ano inteiro, como se apenas no Natal devêssemos ser pessoas melhores. E é nessa época que desperta em mim a Pink Grinch (apelido carinhosamente colocado em mim por um amigo muito querido). pinkGrinch

Não é que eu não goste do Natal, o que eu não gosto é de todo esse frenesi em cima dele e de toda a hipocrisia que rola essa época do ano. As pessoas se matam o ano inteiro, mas no Natal, misteriosamente, elas começam a se amar (?!?!?!!). Sério, é muito pra minha cabeça! Não consigo entender…

Abaixo segue uma postagem que compartilho no Facebook há 2 anos. O texto é muito bem escrito e mostra muito do que eu penso sobre o Natal. Vale a pena a leitura, mas vale muito mais a pena a reflexão!

Aproveitem! Reflitam!

Segue o link para o texto:

Manual prático para um natal solitário

Excelente texto! Xilick conseguiu traduzir em palavras grande parte dos anseios pelos quais eu passo…

Falando com o Cérebro!

O tic-tac do relógio na parede pareciam marteladas em meu cérebro. Aquele relógio em Praga realmente fazia sentido quando eu ouvia o tic-tac naquela sala de espera do consultório. O silencio era angustiante. Olho ao meu redor. Cada indivíduo com sua verdade. O que será que passa na cabeça deles. E na minha?

Faço um exame de consciência. Aprendi na terapia. É uma técnica bem interessante. Imagine-se em um barco navegando à mercê da maré. Me lembra Alice, afinal, para quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. Estar consciente é olhar as estrelas e se posicionar. Procure o cruzeiro do Sul e veja onde a maré está te levando com relação a essa referência.  Talvez você descubra que está indo para Leste, quando na verdade gostaria de ir para o Norte. Fácil de resolver: pegue o remo e comece.

A pontada no fígado elucida a realidade. Volto…

Ver o post original 319 mais palavras

Eu sou ansiosa. Acho que já falei disso. Eu vivo falando disso. Rsrs. Mas fato é que eu me acho acessível demais. Acessível no fato de eu mal receber uma mensagem no WhatsApp e já responder. Acessível no fato de atender ao telefone já no primeiro toque. Acessível no fato de mal receber um e-mail e já responder. Acessível no fato de viver com o celular na mão conectada o tempo inteiro.

Outro dia larguei o celular no quarto e fui fazer minhas coisas. Quando voltei, tinham milhões de mensagens. A maioria repetida, pois as pessoas acharam que eu não tinha recebido, uma vez que a resposta não foi imediata. Teve outra vez em que o mesmo aluno me mandou o mesmo e-mail 8 vezes em um intervalo de meia hora achando que eu não tinha recebido porque ainda não o tinha respondido (detalhe que era final de semana). E isso me fez refletir. O erro não está nas pessoas, que não podem esperar. O erro está em mim que as deixei mal acostumadas.

E o mesmo não acontece. Tem casos de eu mandar uma mensagem e levar dias para a pessoa me responder ou nem responder. Já me incomodou muito isso, mas hoje não ligo se a pessoa demora a responder. O que me incomoda é ficar sem resposta: eu odeio! Odeio também quando eu ligo, a pessoa não atende e nem liga de volta pra saber o que era.

Enfim, acho que pago o preço por ser acessível demais, por isso tenho tantas cobranças… Mas ainda conseguirei largar esse vício de viver com o celular na mão e responder a tudo automaticamente.

Não sou muito de falar o que sinto. Sou uma pessoa falante, converso sobre tudo o que quiserem, mas quando é pra falar de mim, eu me calo. Sempre que estou em uma roda de amigos e eles começam a falar deles mesmos, das experiências vividas, dos relacionamentos… eu me calo e fico de observadora na conversa. Quando me pedem alguma opinião, quando me pedem algum conselho, estou ali pronta, mas quando é para falar de mim e de minhas experiências, eu travo (dá a famosa tela azul). O silêncio, em determinadas situações, é a minha arma para fugir de me entregar.

E eu sinto que as palavras não ditas, às vezes, me sufocam. E uma das formas para não morrer sufocada é escrever. Eu gosto de escrever sobre o que sinto, tenho essa facilidade. Às vezes demora pra inspiração vir, mas quando ela vem, é de uma vez: tenho que sair escrevendo pra não me perder em meus pensamentos.

E o mais engraçado é que às vezes eu escrevo para mim mesma: quantas cartas e e-mails de amor, de despedida, de desabafo… eu escrevi e elas nunca chegaram aos seus destinatários. Eu escrevo e mando para mim mesma. A única necessidade que eu tenho, naquele momento, é colocar para fora o que estou sentindo.

Quem me conhece sabe que eu sou ansiosa. E minha ansiedade me joga no buraco. Todas as vezes que tentei expressar o que sentia, eu me perdi. Queria falar tudo ao mesmo tempo e isso acabava afastando as pessoas. Está aí outro fato para eu guardar o que sinto: as pessoas se afastam quando a gente se abre. Não são todas, mas as mais rasas se afastam. E, às vezes, pessoas rasas são legais para conversar sobre assuntos rasos. E elas acabam fazendo falta.

Para finalizar, fica uma citação de A Menina que Roubava Livros: “As palavras não foram ditas, mas decididamente estavam lá, em algum ponto”. Assim sou eu: se fiquei em silêncio, não foi porque não tinha nada o que falar…

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