Blog da Rosinha

Dias atrás eu e duas colegas estávamos discutindo sobre as músicas de hoje em dia e suas letras “fenomenais”. A conclusão a que chegamos é a de que a nova geração, influenciada pelo atual nível musical, será mais desprovida de inteligência (eu posso falar burra ou é politicamente incorreto?).

As letras das músicas de hoje em dia estão cada vez mais sem conteúdo: ou é funk escroto exaltando a banalização do sexo e a putaria, ou é dor de cotovelo sofrida, ou é dor de cotovelo que se cura com balada, ou é ostentação de bens materiais. Estamos carentes de letras de música que elevam a alma.

Outro dia estava sem pendrive no carro e coloquei na rádio da cidade. Ouvi uma música muito “interessante” cuja mensagem de centro era “meus amigos voltei, já tava ficando doido, bora beber que eu tô solteiro de novo”. Fico pensando na imbecilidade da letra. Primeiro porque qualquer ser humano que troca amigos e família por conta de relacionamento é burro (me desculpe, mas não tem outra palavra pra expressar o que quero dizer a não ser essa). Em um relacionamento bem sucedido os envolvidos prezam pela liberdade individual sem se esquecer um do outro, ou seja, eles tem programas juntos e programas separados, sem que esse último diminua o amor entre eles. Além disso, balada e bebedeira só mostra o quanto o cara/a cara está arrasado/arrasada com o término e quer fingir que não está (me desculpem se estou errada, mas é essa a sensação que tenho).

Uma das cantoras mais bem pagas da mídia hoje em dia, cujo nome não vou citar pra evitar “mimimi”, tem suas letras recheadas da banalização do sexo pelas mulheres. Ok, estamos vivendo a era do empoderamento, do feminismo etc. Mas uma coisa é a mulher lutar pelos seus direitos e outra totalmente diferente é você imputar o pensamento de que a luta pelos direitos tem que ser recheada por putaria. Eu não sou de julgar as pessoas e suas opções sexuais, cada um é dono de si mesmo e deve fazer aquilo que lhe faz bem. Conheço mulheres que conseguem transar com vários caras sem ter envolvimento sentimental. E conheço outras que não, mas fazem isso pra se mostrar descoladas, donas do próprio corpo,mas depois não conseguem lidar com a “solidão” de um sentimento vazio. Acho que cada uma é de um jeito e empoderamento, pra mim, é a pessoa se respeitar, fazer aquilo que a faz feliz, sem se importar com a opinião dos outros e a pressão externa; não é fazer aquilo porque determinada letra de música diz que é certo.

Será que vocês entendem o que quero dizer? As letras ultimamente tem ditado padrões de vida e comportamento que não são de todos, mas que a maioria adota apenas pra aparecer , pra fingir que está fazendo a coisa certa porque determinada cantora de quem se é fã faz assim. Sei que padrões de artistas são copiados desde sempre, mas vamos confessar que os padrões de hoje em dia estão bem piores do que os de antigamente. né?!

Bom, o que mais sinto é saudades do bom e velho rock’n roll. Quem deras Elvis não tivesse, de fato, morrido 😦

Ultimamente vivemos o fenômeno das pessoas virtuais. O que eu chamo de pessoas virtuais? Pessoas que só são “serumaninhos” lindos nas redes sociais, pessoas que só falam de amor em redes sociais, pessoas que só se cumprimentam (aniversários, dias dos namorados etc.) pelas redes sociais, familiares que se amam apenas em redes sociais, casais que só são felizes nas redes sociais etc. Taí um fenômeno que não consigo entender. Nas redes sociais, não consigo ser diferente do que eu realmente sou.

Queria uma explicação do ponto de vista da psicologia a esse respeito. As pessoas devem ter baixa auto estima, devem ter complexo de inferioridade ou qualquer outro distúrbio para agir dessa forma. Reduzir toda essa falta de personalidade digital à mera idiotice, seria reduzir esse problema a algo que compreendo menos ainda. (Sim, essa parte contém alta dose de ironia ).

Sem inspiração para terminar o texto, mas com vontade de publicar, resolvi publicar assim mesmo e, quando a inspiração vier, eu o termino.

Lembrete: post em contrução 🙂

Sou muito nerd e todo mundo sabe disso. Sempre entro em discussões sobre filmes e séries e muitos me perguntam: “qual o melhor super herói?”, “qual o maior vilão?” e disso começa uma discussão gostosa, cada um mostrando os pontos fortes do seu favorito e mostrando os pontos fracos dos seus oponentes. Mas agora eu passo a pergunta adiante: qual é o maior vilão de todos os tempos?

Eu poderia enumerar aqui vários vilões: Darth Vader, que era mocinho e se enveredou para o lado negro por causa do seu amor à Padmé, The Joker, que tem o lado psicopata mais encantador de todos os tempos, Joffrey Baratheon, que era o mimado mais imbecil de GoT, Ramsay Bolton, que mesmo que eu me esforce muito não consigo achar nada de bom nele além dos olhos azuis, Magneto, que tem vários traumas de infância, Nazaré Tedesco, que foi a vilã mais bem escrita da dramaturgia brasileira… e por aí vai: temos uma lista gigante de vilões que nos encantam, nos enojam, nos matam de raiva…

Mas pra mim o maior vilão de todos os tempos é o EGO. Não estou falando de nenhum personagem fictício, estou falando de algo que temos dentro de nós e que pode ser o nosso maior inimigo. Não consigo entender o que leva uma pessoa a se vangloriar tanto; não consigo entender a necessidade de algumas pessoas em se mostrar mais do que realmente são; não entendo a necessidade de se vangloriar em uma conversa de boteco querendo ser melhor que o outro; não consigo interagir com pessoas que mandam mensagens em grupos de WhatsApp mostrando que algumas coisas só dão certo porque elas colocaram a mão… Sério! Todo mundo merece o reconhecimento por algo de bom que fez, mas existe mesmo a necessidade de ficar “jogando na cara” o tempo todo o quanto eles são bons naquilo? Ao invés de admiração, isso me provoca asco.

Logo que formei, participei de várias dinâmicas de grupo para processos de trainee (não passei porque não tinha inglês fluente) e via muitos recém formados bons de serviço perdendo a vaga por conta do EGO: queriam se mostrar demais, não deixavam os outros participarem da dinâmica, se mostravam bons demais… E isso me fazia pensar: “se é tão bom, por que está aqui e não está em um lugar muito melhor que esse?”. E os avaliadores não perdoavam e os eliminavam logo de cara. Como eu sempre tive o hábito de chegar cedo aos compromissos, eu ficava batendo papo com os outros candidatos. E sempre que aparecia um “metido a besta”, eu fazia uma avaliação mental: esse aí vai ser o primeiro a ser mandado de volta pra casa…

É certo que todos nós temos que reconhecer em que somos bons e fazer nosso marketing pessoal, o que é uma tarefa difícil, pois falar de nossas qualidades sem ser arrogante demanda humildade, característica cada vez mais difícil no ser humano. Há algumas semanas dei uma atividade em sala pedindo aos alunos do 2º período de Ciências Contábeis que fizessem uma apresentação pequena (de 5-7 slides) sobre eles: uma pequena biografia, falar sobre os momentos em família, momentos de lazer,  falar sobre o que esperam do curso e sobre as perspectivas futuras. Os alunos ficaram assustados e disseram que a atividade era muito difícil. Daí entramos numa discussão sobre o quanto é difícil falarmos sobre nós mesmos, sobre o quanto é mais fácil ver as características, boas ou ruins, de outras pessoas. Ao final, eles gostaram e disseram que a atividade foi bem proveitosa. Coincidentemente, essa semana minha ex-aluna Camila Viana, jornalista, fez uma palestra para meus alunos do 8º período de Engenharia da Computação sobre Gerenciamento de Comunicação dentro de projetos e acabou tocando no assunto do Marketing Pessoal. Como ela bem ressaltou temos que aprender a “vender o nosso peixe” sem sermos arrogantes. E temos que ter consciências das nossas limitações, não vendendo o peixe maior do que ele realmente é.

Por isso,  temos que ter cuidado com o vilão que carregamos conosco, cuidado para não cairmos nas nossas próprias armadilhas. Afinal, Stephen Vincent Strange só existe na ficção e é o único que conseguiu tirar algum proveito positivo do Ego enorme que carregava dentro dele…

As pessoas, pelo menos a maioria delas, se empenham bastante pra conquistar o que elas realmente querem: um amor, um emprego, uma faculdade, emagrecer… Não importa o que elas querem, quando querem de verdade dão tudo de si e fazem de tudo para conquistar. E, na maioria das vezes, elas conquistam: conseguem aquele emprego, conseguem o amor daquela pessoa, conseguem a faculdade, conseguem perder os quilos indesejados… E ficam satisfeitas e felizes com a vitória. Mas e depois? O que vem depois da fase da conquista? Muitas vezes, vem o fracasso (sei que a palavra é pesada, mas muitas vezes é isso mesmo que acontece).

Tudo na vida é como uma planta: se não regar, se não cuidar, morre. Assim é com a motivação na área profissional, assim é com o amor, assim é com a vontade de estudar, assim é com o “estar no peso ideal”… Se você conquista e abandona, acaba perdendo sua conquista. Se você não busca aprimoramento profissional constante, se torna um profissional frustrado. Se você não demonstra seu amor, acaba fazendo com que seu/sua amado/amada se canse e vai procurar outro amor, se você não tem garra com os estudos, vai acabar perdendo a faculdade, se você não mantém o foco na dieta, vai acabar engordando tudo de novo… E eu fico pensando: por que? Por que as pessoas se dedicam tanto na hora da conquista e acabam largando de lado depois que conquistaram? Deve ter uma explicação científica, do ramo da psicologia, pra isso, mas eu, como reles mortal, simplesmente não consigo entender. Penso que é por isso que muitas amizades não vão pra frente, que relacionamentos não duram tanto tempo, que as pessoas vivem mudando de emprego, que o efeito sanfona é tão comum, que muita gente é jubilado da faculdade…

Eu não consigo ser assim. Pra uma amizade dar certo, tem que haver dedicação de ambas as partes. Penso que por isso fiz e desfiz muitos amigos ao longo da vida. Eu insisto, procuro, corro atrás, mas quando canso, eu largo pra lá. E, quando a amizade não é verdadeira, ela simplesmente acaba. Por muito tempo quis saber o porquê, quis saber onde errei para que a amizade não seguisse adiante, mas agora entendo que não devo me culpar, que amizade não é decisão unilateral, se não tiver reciprocidade não é verdadeira. Agora sigo mais leve, sem culpas, e vivo as amizades que são verdadeiras. No relacionamento amoroso, não preciso nem comentar. Se o relacionamento dura é porque tem dedicação de ambos, a cada dia o amor é demonstrado e renovado. Todo relacionamento tem altos e baixos, sendo os baixos os momentos certos para reavaliar o amor. Se existe amor verdadeiro, ele se renova a cada caída. Mas se era apenas uma paixão, sem dedicação de ambas as partes, ela acaba se perdendo no tempo. Por isso sempre preferi o amor à paixão. Amor demanda trabalho, demanda dedicação, demanda tempo. E quando acontece de ser recíproco, é uma das melhores coisas do mundo.  Amor pra dar certo tem que ser igual naquele filme “Como se fosse a primeira vez”: você tem que reconquistar o outro a cada dia. E isso não é cansativo, muito pelo contrário, é prazeroso, pois na reconquista do outro, você acaba se reconquistando.

Hoje sigo em frente não apenas em busca de completar minha “Pokedex” de conquistas, mas, acima de tudo, de manter todas as minhas conquistas.

Que a Força esteja comigo! Que a Força esteja com você!

aliceSempre achei que com o passar dos anos as inquietações iriam se acalmando e que iríamos nos tornando mais sábios, mais tranquilos e mais decididos. Achava que as dúvidas sumiriam e que teríamos solução para tudo. Sempre achei que depois dos 30 eu saberia exatamente o que fazer diante de um conflito. Pra mim, maturidade era isso. Doce ilusão…

Em meio aos meus quase 35, me vejo perdida em um monte de inquietações internas, um monte de questionamentos sobre o que fazer, qual caminho seguir e com dúvidas em relação a tantas certezas que eu tinha. Isso me deixou confusa, claro, mas com muito medo. Pensei que eu estava vivendo uma adolescência tardia, que eu não estava me comportando como uma mulher de 34, que eu não tinha maturidade suficiente para enfrentar a fase adulta. E tudo isso me fez me esconder em minha concha, me deixando ainda mais confusa. Até que tomei a decisão de enfrentar tudo isso, de buscar as respostas para tudo o que eu estava me perguntando. Qual o caminho? Parti para o caminho do autoconhecimento: análise, acupuntura, dança, dieta… Enfim, resolvi consertar tudo o que estava “estragado” dentro de mim. Isso foi em agosto do ano passado (quando dei o primeiro passo para tentar sair da zona de conforto).

O que mudei de lá pra cá? Ainda não mudei muito, mas estou caminhando para a mudança que tanto quero. Me sinto como o Leão de O Mágico de Oz, que tanto busca a coragem. Às vezes me sinto a Alice (do País das Maravilhas), perdida em um mundo cheio de possibilidades sem saber qual caminho seguir para voltar pra casa… O bom é que descobri que tenho um coração (sim, a parte do Homem de Lata foi resolvida rsrs). E, sim, eu tenho um cérebro (não sou o Espantalho) e ele tem trabalhado como nunca ultimamente. Eu sou uma pessoa quieta, mas com mente barulhenta e isso tem me tirado o sono ultimamente. E o meu lado Chapeleiro tem sido constmagicoOzantemente colocado pra fora nesses dias. Assim como a mistura dos filmes nesse parágrafo, meus sentimentos estão todos misturados dentro de mim.

O bom nisso tudo é que descobri que muitos amigos estão nessa fase de autoconhecimento também. Amigos da minha idade, amigos mais velhos, amigos na casa dos 30. Com isso, parei de me achar ridícula (sim, isso passou várias vezes pela minha cabeça). Vejo que toda essa inquietação, todas essas dúvidas, toda essa confusão interna faz parte da maturidade. Crescemos quando conseguimos resolver as nossas questões. E quando não as resolvemos, paramos de crescer. E vejo que é muito importante sair da zona de conforto. Eu, por exemplo, ainda não estou totalmente pronta para sair da minha, mas estou caminhando para isso. Estou colando meus pedaços quebrados dentro de mim para me fortalecer e encontrar a coragem que tanto busco.

E que venha meus 35 e que venham mais dúvidas e que venham mais inquietações… E que essa tal maturidade seja doce, mas nada calma e tranquila… hehehehe

Texto interessante sobre o Twitter. Vale a pena a leitura.

zeluisbraga

Estatísticas recentes sobre o uso do Twitter mostram que seu uso está em declínio, diante de concorrentes como SnapChat e outros com foco específico, como o Slack para uso corporativo, muito usado em gerência de comunicações em projetos (de software). Sou usuário do Twitter há muito tempo, desde novembro de 2008, e com o tempo, fui aprendendo a usá-lo em meu próprio benefício.

Na época eu o usava com a ideia de rede social mesmo, mensagens curtas e criação de uma rede de contatos extensa. Com o tempo o Twitter passou a ser o aplicativo preferido para notícias, que iam pipocando via os trendtopics, que fazem sucesso até hoje. Qualquer novidade, aparecia logo como trendtopic, sendo possível acompanhar a evolução do assunto pelo número de referências a ele nos tweets. Aos poucos, o Twitter foi mudando de cara, passando a ser menos rede social, e mais feed de notícias…

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Quem conheceu Camila sabe que a sua marca registrada sempre foi a sua alegria. Camila vivia alegre, mesmo quando estava triste. Ela sempre carregava consigo um sorriso do tamanho do mundo. Mesmo nos últimos momentos, nos momentos mais difíceis de sua vida, ela sorria. E era um sorriso largo, desses que dá vontade de sorrir junto…

Conheci Camila na faculdade, em 2002. Única representante feminina de uma turma de aproximadamente 30 alunos. Chegou chegando, toda colorida (sim, ela gostava de roupas com cores alegres e um brinco de argola vermelho do qual nunca vou me esquecer). Cativou a todos com seu jeito maluquinho. Em nossas conversas sobre o universo feminino, Camila dizia que fazer as unhas e ir pra academia eram duas coisas essenciais na vida de qualquer mulher, pois a gente tirava do corpo aquilo que não era necessário, aquilo que podia ser jogado fora e que nos deixava mais leves. E isso me fez refletir por anos e cheguei à conclusão de que ela estava certa.

Pois bem, anos se passam e a vida se torna cada vez mais corrida. Acho que a última vez que vi e abracei Camila foi na formatura dela, em 2006. Mas mantínhamos contato constante pelo Google Talk, pelo Facebook… Camila sempre alegre, me contando das experiências como professora, do doutorado fora do país… Até que um dia ela deu uma sumida e eu fui ver que ela estava em busca de tratamento contra um câncer no pulmão. Mandei uma mensagem pra ela, tentando acalentar um pouco, mas quem acabou me acalentando foi ela, com seu discurso de fé e de esperança. E, claro, com toda a sua alegria.

O fato é que o tempo foi passando, o tratamento estava sendo feito, mas o câncer não perdoa… Ontem Camila se foi. Mas deixou uma grande lição pra todos nós: temos que viver a vida com alegria, com intensidade e com muita fé. Tudo o que acontece tem um motivo e somente Deus sabe o porquê de nossos sofrimentos e sucessos nessa vida. O amor entre Camila e seu marido, Henrique, também nos mostra que no mundo de hoje ainda é possível o amor verdadeiro. Fiquei encantada com todo o amor e carinho que Henrique dispensou à Camila. Sem contar na família maravilhosa que ela teve. Camila foi uma menina de sorte aqui na Terra: família linda e unida, marido amoroso e zeloso e amigos fiéis.

Enfim, estou arrasada, com o coração despedaçado, mas tenho fé em Deus e sei que Ele fez o melhor pra ela. Agora Camila não é mais uma luz que brilha aqui na Terra, mas sim uma linda estrela que brilha lá no céu… E sei que um dia ainda vamos nos encontrar e ela irá me receber com o sorriso aberto que sempre teve em seu rosto…