Blog da Rosinha

Em 2013 eu escrevi sobre o silêncio aqui neste mesmo Blog e hoje, quase três anos depois, volto a escrever. Naquela época o barulho em excesso já me incomodava e hoje, mais do que nunca, tenho sentido cada vez mais necessidade de ter silêncio nos meus “momentos de uso do cérebro”. Percebo que não sou só eu quem sente essa necessidade, pois quando converso com pessoas próximas a mim todas reclamam que o mundo anda mais barulhento e as pessoas perderam o respeito pelo outro: fazem seus barulhos sem se preocuparem se estão ou não atrapalhando as outras pessoas.

Os ambientes de trabalho estão cada vez mais barulhentos: pessoas conversam alto, colocam o rádio alto, escutam música em volume alto, assistem vídeos e ouvem áudios de WhatsApp em volume alto… e se esquecem de que as pessoas ao seu redor estão trabalhando e precisam de silêncio, se esquecem de que existe um instrumento chamado fone de ouvido que garante que cada um tenha o barulho que bem entender aos seus ouvidos. Salas de espera de médicos e hospitais também estão cada vez mais barulhentas, mesmo havendo pedido de silêncio no local. Algumas salas de espera são mais “animadas” que barzinhos. Outro lugar bastante barulhento são os ônibus, principalmente os interurbanos. Lembro que existe um aviso dizendo que não é permitido o uso de equipamentos sonoros, mas as pessoas pouco se importam se o motorista precisa ou não se concentrar na estrada, conversam como se estivessem em seus carros particulares, gritam da primeira poltrona para que consiga conversar com o outro que está umas duas ou três fileiras depois, além de ouvirem suas músicas sem fone, achando que todos têm o mesmo gosto musical e estão a fim de ouvir música naquele momento. E ainda tem aqueles estabelecimentos noturnos que ignoram a lei do silêncio e da boa vizinhança e mantém seu som alto até tarde, atrapalhando os vizinhos em seu descanso. Vocês poderiam até comentar “por que não chama a polícia, se está incomodando tanto?”. A resposta é simples: em muitos casos a polícia não atende à reclamação por som alto, sem que o denunciante vá até o local e converse com o denunciado. Situação complicada essa, pois muitos têm medo de retaliação. A lei deveria existir pra ser cumprida sem expor a pessoa incomodada.

O que eu percebo com tudo isso? Toda essa barulheira é consequência da falta de respeito, falta de se colocar no lugar do outro, falta de avaliar a situação pelo lado de fora. E eu, mais do que nunca, sofro com isso. Sofro com a falta de silêncio, pois não consigo me concentrar, não consigo descansar e não consigo me desligar… 😦

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Eu sou uma pessoa que fala quando tem algo incomodando. Falo uma, falo duas, falo três vezes se for preciso. Falo até que a pessoa saiba que, de fato, tal coisa está me incomodando. E, da mesma forma que eu falo, eu gosto que me falem quando eu incomodo, quando alguma atitude minha incomoda o outro. Acho que, assim, de maneira madura e com diálogo, a gente aprende a conviver com o outro e tirar o melhor da relação, seja ela amorosa, de amizade, familiar, no trabalho…

Mas existe um limite pra mim e eu paro de falar. Se eu vejo que a pessoa não toma atitude pra mudar aquilo que tanto me incomoda, eu simplesmente paro de falar. Mas não pelo fato de aquilo parar de me incomodar, muito pelo contrário, pois continua incomodando e incomoda cada dia mais. Mas eu paro de falar porque se a pessoa não mudou é porque, pra ela, aquilo não faz diferença, pra ela aquilo é normal e ela não pretende mudar. E isso acaba demonstrando um pouco de falta de consideração do outro em relação a mim.

Penso que todos nós temos que trabalhar a empatia, se colocar no lugar do outro e não fazer com ele aquilo que não queremos que façam com a gente. Por isso, se alguém te dizer que algo a incomoda, analise a situação, leve em consideração a angústia da outra pessoa, se coloque no lugar dela, analise a situação, veja se tem como você atender ao pedido dela e, caso não tenha, seja sincero e diga o porquê. Tenho certeza de que com diálogo se consegue chegar a um consenso.

 

serenidade

Quem acompanha meu blog sabe muito bem o quanto eu sou ansiosa, o quanto eu quero que tudo se resolva pra ontem e o quanto isso me afeta. Escrever sobre isso me ajuda, a terapia me ajuda, Eclesiastes 3: 1-8 me ajuda e a Oração da Serenidade tem me ajudado muito ultimamente.

Mudanças sempre nos causam medo. Uma vez eu li, não lembro onde, que “nossos sonhos se prostituem na zona de conforto”, o que é uma grande verdade. Temos medo de mudar, pois temos medo do que ainda não conhecemos, preferimos viver estagnados do que nos lançar no desconhecido. E tudo isso por medo. O medo nos paralisa, o medo nos impede de crescer, o medo nos impede de ser felizes, o medo nos impede de viver histórias lindas…

O medo nos impede de fazer as mudanças necessárias para a nossa evolução. O medo de errar, o medo de fazer uma má escolha nos impossibilita de sair de situações onde não cabemos mais. E é nessa parte da minha vida que eu comecei a ler a oração da serenidade e pedir coragem pra mudar o que precisa, aceitação para o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir as duas situações. Com isso, tenho me sentido mais segura e mais confiante em minhas escolhas.

Mudar é fácil? Claro que não. Em cada escolha feita deixamos algo para trás. E deixar coisas/pessoas para trás é doloroso e, às vezes, nos enchem de culpa. A questão é saber conviver com esses sentimentos, tendo sempre em mente que a nossa intenção foi a melhor possível. Quando um navio está prestes a afundar ou um avião prestes a cair, a primeira coisa que fazem é jogar fora toda a bagagem extra. Da mesma forma, quando nossa vida está chegando a um patamar onde não existem mais chances de seguir adiante com o peso que carregamos, temos que deixar toda bagagem extra para trás. Desapegar é complicado e exige trabalho. Mas depois que tudo isso passa, a vida fica mais leve e podemos nos dedicar àquilo que realmente é o melhor para nós mesmos e para as pessoas ao nosso redor, pessoas que nos amam e precisam do nosso carinho e atenção.

Por isso, meus amigos e leitores desse bloguinho, não tenham medo de mudar, não tenham medo de fazer as escolhas necessárias para as suas vidas, não tenham medo de seguir em busca da sua evolução e da sua felicidade. Temos que doar as roupas velhas e esvaziar nossas gavetas para que roupas novas tenham lugares em nossas vidas. Da mesma forma, temos que nos livrar dos sentimentos que nos aprisionam para dar espaço aos sentimentos que nos engrandecem.

Às vezes eu penso “por que não vivi tal coisa antes?”… “Por que não conheci tal pessoa há tantos anos atrás?”… “Por que não nasci em tal época?”… “Por que que quando eu tinha tal idade eu não fiz isso ou aquilo?”… “Por que isso e não aquilo?”… “Por que? Por que? Por que?”… Mas daí, me coloco em silêncio e penso na infinita bondade divina, na justiça de Deus e penso: “tal coisa aconteceu em tal momento porque era o momento de Deus, era nesse momento que eu precisava viver tal acontecimento, era nesse momento que eu precisava conhecer tal pessoa…”

Eu sou ansiosa, não consigo acalmar minha mente, não consigo meditar e nem ficar sem pensar em nada. Quer me torturar é me pedir pra acalmar minha mente e ficar sem pensar. Não consigo! E meus pensamentos, geralmente, me levam para os piores lugares, painside-out.jpgra as piores situações, para os piores caminhos. E, por muito tempo, eu ficava presa nesse limbo.

De uns tempos pra cá, comecei a terapia e aprendi que tenho um pensamento catastrófico. E, com isso, aprendi a controlar o efeito disso em mim e a questionar as ideias ruins que vem quando eu menos imagino. Isso tem me ajudado muito. Além disso, minha ansiedade tem sido controlada, pois sei que Deus tem uma resposta pra tudo e que, mesmo que eu não entenda de imediato, Ele entende e sabe o que é melhor pra mim. Eu sou cristã, ou seja, acredito em Deus e em Cristo. Religião? Não falemos sobre isso nem agora e nem aqui. Só mencionei que sou cristã e acredito em Deus porque minha fé tem me ajudado a enfrentar as turbulências da minha mente. Além disso, a terapia tem me mostrado ferramentas para combater meu maior vilão: eu mesma.

A mudança pode não ser aparente, as pessoas podem não perceber de imediato, mas por dentro eu já me sinto melhor, já consigo ver organização nessa mente bagunçada. E, com isso, vou me acalmando e entendendo que na vida temos momentos bons e momentos ruins, mas todos eles nos servem como lições valiosíssimas para nossa evolução.

Quando criança, amava o Carnaval (tem até um post aqui sobre isso).
Hoje em dia o Carnaval perdeu o sentido pra mim. E isso que o Zé postou traduz muito o que penso sobre o Carnaval de hoje.
Vale a pena a leitura.

Chega essa época do ano e todos só falam do Natal: época das comemorações com os colegas de trabalho, época de comprar os presentes para amigos mais próximos e familiares, época de amigo oculto, época das cartinhas nos Correios, época dos eventos beneficentes… Época de fazer tudo o que você não fez o ano inteiro, como se apenas no Natal devêssemos ser pessoas melhores. E é nessa época que desperta em mim a Pink Grinch (apelido carinhosamente colocado em mim por um amigo muito querido). pinkGrinch

Não é que eu não goste do Natal, o que eu não gosto é de todo esse frenesi em cima dele e de toda a hipocrisia que rola essa época do ano. As pessoas se matam o ano inteiro, mas no Natal, misteriosamente, elas começam a se amar (?!?!?!!). Sério, é muito pra minha cabeça! Não consigo entender…

Abaixo segue uma postagem que compartilho no Facebook há 2 anos. O texto é muito bem escrito e mostra muito do que eu penso sobre o Natal. Vale a pena a leitura, mas vale muito mais a pena a reflexão!

Aproveitem! Reflitam!

Segue o link para o texto:

Manual prático para um natal solitário

Excelente texto! Xilick conseguiu traduzir em palavras grande parte dos anseios pelos quais eu passo…

Falando com o Cérebro!

O tic-tac do relógio na parede pareciam marteladas em meu cérebro. Aquele relógio em Praga realmente fazia sentido quando eu ouvia o tic-tac naquela sala de espera do consultório. O silencio era angustiante. Olho ao meu redor. Cada indivíduo com sua verdade. O que será que passa na cabeça deles. E na minha?

Faço um exame de consciência. Aprendi na terapia. É uma técnica bem interessante. Imagine-se em um barco navegando à mercê da maré. Me lembra Alice, afinal, para quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. Estar consciente é olhar as estrelas e se posicionar. Procure o cruzeiro do Sul e veja onde a maré está te levando com relação a essa referência.  Talvez você descubra que está indo para Leste, quando na verdade gostaria de ir para o Norte. Fácil de resolver: pegue o remo e comece.

A pontada no fígado elucida a realidade. Volto…

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