Blog da Rosinha

Excelente texto! Xilick conseguiu traduzir em palavras grande parte dos anseios pelos quais eu passo…

Falando com o Cérebro!

O tic-tac do relógio na parede pareciam marteladas em meu cérebro. Aquele relógio em Praga realmente fazia sentido quando eu ouvia o tic-tac naquela sala de espera do consultório. O silencio era angustiante. Olho ao meu redor. Cada indivíduo com sua verdade. O que será que passa na cabeça deles. E na minha?

Faço um exame de consciência. Aprendi na terapia. É uma técnica bem interessante. Imagine-se em um barco navegando à mercê da maré. Me lembra Alice, afinal, para quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. Estar consciente é olhar as estrelas e se posicionar. Procure o cruzeiro do Sul e veja onde a maré está te levando com relação a essa referência.  Talvez você descubra que está indo para Leste, quando na verdade gostaria de ir para o Norte. Fácil de resolver: pegue o remo e comece.

A pontada no fígado elucida a realidade. Volto…

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Eu sou ansiosa. Acho que já falei disso. Eu vivo falando disso. Rsrs. Mas fato é que eu me acho acessível demais. Acessível no fato de eu mal receber uma mensagem no WhatsApp e já responder. Acessível no fato de atender ao telefone já no primeiro toque. Acessível no fato de mal receber um e-mail e já responder. Acessível no fato de viver com o celular na mão conectada o tempo inteiro.

Outro dia larguei o celular no quarto e fui fazer minhas coisas. Quando voltei, tinham milhões de mensagens. A maioria repetida, pois as pessoas acharam que eu não tinha recebido, uma vez que a resposta não foi imediata. Teve outra vez em que o mesmo aluno me mandou o mesmo e-mail 8 vezes em um intervalo de meia hora achando que eu não tinha recebido porque ainda não o tinha respondido (detalhe que era final de semana). E isso me fez refletir. O erro não está nas pessoas, que não podem esperar. O erro está em mim que as deixei mal acostumadas.

E o mesmo não acontece. Tem casos de eu mandar uma mensagem e levar dias para a pessoa me responder ou nem responder. Já me incomodou muito isso, mas hoje não ligo se a pessoa demora a responder. O que me incomoda é ficar sem resposta: eu odeio! Odeio também quando eu ligo, a pessoa não atende e nem liga de volta pra saber o que era.

Enfim, acho que pago o preço por ser acessível demais, por isso tenho tantas cobranças… Mas ainda conseguirei largar esse vício de viver com o celular na mão e responder a tudo automaticamente.

Não sou muito de falar o que sinto. Sou uma pessoa falante, converso sobre tudo o que quiserem, mas quando é pra falar de mim, eu me calo. Sempre que estou em uma roda de amigos e eles começam a falar deles mesmos, das experiências vividas, dos relacionamentos… eu me calo e fico de observadora na conversa. Quando me pedem alguma opinião, quando me pedem algum conselho, estou ali pronta, mas quando é para falar de mim e de minhas experiências, eu travo (dá a famosa tela azul). O silêncio, em determinadas situações, é a minha arma para fugir de me entregar.

E eu sinto que as palavras não ditas, às vezes, me sufocam. E uma das formas para não morrer sufocada é escrever. Eu gosto de escrever sobre o que sinto, tenho essa facilidade. Às vezes demora pra inspiração vir, mas quando ela vem, é de uma vez: tenho que sair escrevendo pra não me perder em meus pensamentos.

E o mais engraçado é que às vezes eu escrevo para mim mesma: quantas cartas e e-mails de amor, de despedida, de desabafo… eu escrevi e elas nunca chegaram aos seus destinatários. Eu escrevo e mando para mim mesma. A única necessidade que eu tenho, naquele momento, é colocar para fora o que estou sentindo.

Quem me conhece sabe que eu sou ansiosa. E minha ansiedade me joga no buraco. Todas as vezes que tentei expressar o que sentia, eu me perdi. Queria falar tudo ao mesmo tempo e isso acabava afastando as pessoas. Está aí outro fato para eu guardar o que sinto: as pessoas se afastam quando a gente se abre. Não são todas, mas as mais rasas se afastam. E, às vezes, pessoas rasas são legais para conversar sobre assuntos rasos. E elas acabam fazendo falta.

Para finalizar, fica uma citação de A Menina que Roubava Livros: “As palavras não foram ditas, mas decididamente estavam lá, em algum ponto”. Assim sou eu: se fiquei em silêncio, não foi porque não tinha nada o que falar…

Hoje acordei com um questionamento no mínimo intrigante de Juarez Guimarães Dias no Facebook: “Relacionamentos abusivos em amizades? Sim, tem também.”. Comentei de imediado: “Tem muito!”. E isso me fez pensar sobre a amizade. Muito se fala sobre o amor, sobre a paixão, mas e a amizade? Sempre me questiono sobre isso (já tenho alguns posts sobre esse assunto aqui no blog).

Pensar sobre relacionamentos abusivos em amizades me fez analisar todas as amizades que já tive até hoje. Sou amiga fiel, quando sou amiga, sou amiga de verdade, não consigo ser amiga pela metade. E nem sempre existe reciprocidade nesse tipo de relacionamento, pois existem vários tipos de amigos (o que te liga sem razão e no fundo você realmente estava precisando daquela ligação, o que te liga só quando precisa de um favor, o que te liga pra te chamar pra ir pra balada, o que te liga pra desabafar, o que te liga pra ouvir seu desabafo, o que te liga pra chamar pra velório ou visita em hospital e por aí vai…). E tem o amigo que faz da amizade um relacionamento abusivo. Abaixo segue um trecho que retirei desse site aqui: http://pt.wikihow.com/Reconhecer-um-Relacionamento-Abusivo pra você identificar um relacionamento abusivo (e você vai perceber que pode ser totalmente aplicável à amizade):

  • Zomba ou constrange você na frente dos amigos e da família?
  • Minimiza suas conquistas ou não incentiva você a conquistar seus sonhos?
  • Faz com que você se sinta incapaz de tomar decisões?
  • Usa da intimidação, culpa e ameaças para obter sua complacência?
  • Diz que você não é nada sem ele ou que ele não é nada sem você?
  • Te trata de maneira grosseira sem o seu consentimento, beliscando, agarrando, empurrando ou até agredindo?
  • Usa as drogas e álcool como desculpa para dizer coisas indelicadas ou para abusar de você?
  • Te culpa pela maneira com que age ou se sente?
  • Dá a sensação de que “não há como sair” do relacionamento?
  • Evita que você faça outras coisas que gosta, como ficar perto da família e de amigos?
  • Não deixa que saiam de um lugar após uma briga ou abandona você em algum lugar após um desentendimento, só para “ensinar uma lição”?

Bom, desde o ano passado eu mudei a minha atitude em relação a alguns amigos. Deixei de procurar os que nunca me procuravam, ou os que só me procuravam quando precisavam, e o resultado disso foi muito bom pra mim. Claro que eu nunca ouvi tanto “você está sumida” na minha vida, mas sempre retribuía com um “você também” e a discussão não rendia. Parei também de deixar de fazer as coisas que eu estava fazendo pra ajudar aqueles que nunca me ajudavam e comecei a selecionar quais ajudas eu poderia dar (algumas eram realmente muito absurdas e eu parei com isso). Mas, acima de tudo, parei de me sentir culpada quando alguém se afastava de mim, pois antes eu sempre ficava me perguntando o que eu tinha feito de errado pra que aquela amizade não tivesse dado certo, e hoje eu sei que sem reciprocidade nada dá certo e não ligo mais se alguém se afastar sem motivos aparentes.

Em relação ao relacionamento abusivo na amizade, hoje mais do que nunca sei que existe e, assim como qualquer outro relacionamento abusivo, ele deve ser terminado. E você tem que ter forças pra conseguir terminar, pois a pessoa que está do outro lado, abusando, não tem interesse nesse término, afinal, é tudo muito conveniente pra ela. Se desapegar não é fácil e, em alguns casos, precisa de ajuda profissional. Mas depois que você consegue se desapegar de amizades abusivas, você fica mais leve, você fica mais saudável e você fica mais feliz.

#ficaadica

Dias atrás eu e duas colegas estávamos discutindo sobre as músicas de hoje em dia e suas letras “fenomenais”. A conclusão a que chegamos é a de que a nova geração, influenciada pelo atual nível musical, será mais desprovida de inteligência (eu posso falar burra ou é politicamente incorreto?).

As letras das músicas de hoje em dia estão cada vez mais sem conteúdo: ou é funk escroto exaltando a banalização do sexo e a putaria, ou é dor de cotovelo sofrida, ou é dor de cotovelo que se cura com balada, ou é ostentação de bens materiais. Estamos carentes de letras de música que elevam a alma.

Outro dia estava sem pendrive no carro e coloquei na rádio da cidade. Ouvi uma música muito “interessante” cuja mensagem de centro era “meus amigos voltei, já tava ficando doido, bora beber que eu tô solteiro de novo”. Fico pensando na imbecilidade da letra. Primeiro porque qualquer ser humano que troca amigos e família por conta de relacionamento é burro (me desculpe, mas não tem outra palavra pra expressar o que quero dizer a não ser essa). Em um relacionamento bem sucedido os envolvidos prezam pela liberdade individual sem se esquecer um do outro, ou seja, eles tem programas juntos e programas separados, sem que esse último diminua o amor entre eles. Além disso, balada e bebedeira só mostra o quanto o cara/a cara está arrasado/arrasada com o término e quer fingir que não está (me desculpem se estou errada, mas é essa a sensação que tenho).

Uma das cantoras mais bem pagas da mídia hoje em dia, cujo nome não vou citar pra evitar “mimimi”, tem suas letras recheadas da banalização do sexo pelas mulheres. Ok, estamos vivendo a era do empoderamento, do feminismo etc. Mas uma coisa é a mulher lutar pelos seus direitos e outra totalmente diferente é você imputar o pensamento de que a luta pelos direitos tem que ser recheada por putaria. Eu não sou de julgar as pessoas e suas opções sexuais, cada um é dono de si mesmo e deve fazer aquilo que lhe faz bem. Conheço mulheres que conseguem transar com vários caras sem ter envolvimento sentimental. E conheço outras que não, mas fazem isso pra se mostrar descoladas, donas do próprio corpo,mas depois não conseguem lidar com a “solidão” de um sentimento vazio. Acho que cada uma é de um jeito e empoderamento, pra mim, é a pessoa se respeitar, fazer aquilo que a faz feliz, sem se importar com a opinião dos outros e a pressão externa; não é fazer aquilo porque determinada letra de música diz que é certo.

Será que vocês entendem o que quero dizer? As letras ultimamente tem ditado padrões de vida e comportamento que não são de todos, mas que a maioria adota apenas pra aparecer , pra fingir que está fazendo a coisa certa porque determinada cantora de quem se é fã faz assim. Sei que padrões de artistas são copiados desde sempre, mas vamos confessar que os padrões de hoje em dia estão bem piores do que os de antigamente. né?!

Bom, o que mais sinto é saudades do bom e velho rock’n roll. Quem deras Elvis não tivesse, de fato, morrido 😦

Ultimamente vivemos o fenômeno das pessoas virtuais. O que eu chamo de pessoas virtuais? Pessoas que só são “serumaninhos” lindos nas redes sociais, pessoas que só falam de amor em redes sociais, pessoas que só se cumprimentam (aniversários, dias dos namorados etc.) pelas redes sociais, familiares que se amam apenas em redes sociais, casais que só são felizes nas redes sociais etc. Taí um fenômeno que não consigo entender. Nas redes sociais, não consigo ser diferente do que eu realmente sou.

Queria uma explicação do ponto de vista da psicologia a esse respeito. As pessoas devem ter baixa auto estima, devem ter complexo de inferioridade ou qualquer outro distúrbio para agir dessa forma. Reduzir toda essa falta de personalidade digital à mera idiotice, seria reduzir esse problema a algo que compreendo menos ainda. (Sim, essa parte contém alta dose de ironia ).

Sem inspiração para terminar o texto, mas com vontade de publicar, resolvi publicar assim mesmo e, quando a inspiração vier, eu o termino.

Lembrete: post em contrução 🙂

Sou muito nerd e todo mundo sabe disso. Sempre entro em discussões sobre filmes e séries e muitos me perguntam: “qual o melhor super herói?”, “qual o maior vilão?” e disso começa uma discussão gostosa, cada um mostrando os pontos fortes do seu favorito e mostrando os pontos fracos dos seus oponentes. Mas agora eu passo a pergunta adiante: qual é o maior vilão de todos os tempos?

Eu poderia enumerar aqui vários vilões: Darth Vader, que era mocinho e se enveredou para o lado negro por causa do seu amor à Padmé, The Joker, que tem o lado psicopata mais encantador de todos os tempos, Joffrey Baratheon, que era o mimado mais imbecil de GoT, Ramsay Bolton, que mesmo que eu me esforce muito não consigo achar nada de bom nele além dos olhos azuis, Magneto, que tem vários traumas de infância, Nazaré Tedesco, que foi a vilã mais bem escrita da dramaturgia brasileira… e por aí vai: temos uma lista gigante de vilões que nos encantam, nos enojam, nos matam de raiva…

Mas pra mim o maior vilão de todos os tempos é o EGO. Não estou falando de nenhum personagem fictício, estou falando de algo que temos dentro de nós e que pode ser o nosso maior inimigo. Não consigo entender o que leva uma pessoa a se vangloriar tanto; não consigo entender a necessidade de algumas pessoas em se mostrar mais do que realmente são; não entendo a necessidade de se vangloriar em uma conversa de boteco querendo ser melhor que o outro; não consigo interagir com pessoas que mandam mensagens em grupos de WhatsApp mostrando que algumas coisas só dão certo porque elas colocaram a mão… Sério! Todo mundo merece o reconhecimento por algo de bom que fez, mas existe mesmo a necessidade de ficar “jogando na cara” o tempo todo o quanto eles são bons naquilo? Ao invés de admiração, isso me provoca asco.

Logo que formei, participei de várias dinâmicas de grupo para processos de trainee (não passei porque não tinha inglês fluente) e via muitos recém formados bons de serviço perdendo a vaga por conta do EGO: queriam se mostrar demais, não deixavam os outros participarem da dinâmica, se mostravam bons demais… E isso me fazia pensar: “se é tão bom, por que está aqui e não está em um lugar muito melhor que esse?”. E os avaliadores não perdoavam e os eliminavam logo de cara. Como eu sempre tive o hábito de chegar cedo aos compromissos, eu ficava batendo papo com os outros candidatos. E sempre que aparecia um “metido a besta”, eu fazia uma avaliação mental: esse aí vai ser o primeiro a ser mandado de volta pra casa…

É certo que todos nós temos que reconhecer em que somos bons e fazer nosso marketing pessoal, o que é uma tarefa difícil, pois falar de nossas qualidades sem ser arrogante demanda humildade, característica cada vez mais difícil no ser humano. Há algumas semanas dei uma atividade em sala pedindo aos alunos do 2º período de Ciências Contábeis que fizessem uma apresentação pequena (de 5-7 slides) sobre eles: uma pequena biografia, falar sobre os momentos em família, momentos de lazer,  falar sobre o que esperam do curso e sobre as perspectivas futuras. Os alunos ficaram assustados e disseram que a atividade era muito difícil. Daí entramos numa discussão sobre o quanto é difícil falarmos sobre nós mesmos, sobre o quanto é mais fácil ver as características, boas ou ruins, de outras pessoas. Ao final, eles gostaram e disseram que a atividade foi bem proveitosa. Coincidentemente, essa semana minha ex-aluna Camila Viana, jornalista, fez uma palestra para meus alunos do 8º período de Engenharia da Computação sobre Gerenciamento de Comunicação dentro de projetos e acabou tocando no assunto do Marketing Pessoal. Como ela bem ressaltou temos que aprender a “vender o nosso peixe” sem sermos arrogantes. E temos que ter consciências das nossas limitações, não vendendo o peixe maior do que ele realmente é.

Por isso,  temos que ter cuidado com o vilão que carregamos conosco, cuidado para não cairmos nas nossas próprias armadilhas. Afinal, Stephen Vincent Strange só existe na ficção e é o único que conseguiu tirar algum proveito positivo do Ego enorme que carregava dentro dele…